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terça-feira, 12 de maio, 2026

HORROR: Ratos em extrato de tomate ainda geram polêmica

Geral – 14/06/2012 – 13:06

Na última segunda-feira (11), Valmira Ribeiro Araujo (45) esteve na Rádio Caçula, para informar que aguarda há mais de um ano o parecer da Vigilância Sanitária de Três Lagoas (MS), sobre o caso do rato que encontrou dentro de uma lata de extrato de tomate da marca “D’ajuda”, que é produzida e distribuída pela empresa “Alimentos Wilson”.

Valmira conta que seu filho Jobson Ribeiro (24) estava preparando uma macarronada, quando ao abrir a lata e despejar sobre a carne moída, percebeu que havia algo estranho no extrato de tomate, notaram que o “algo estranho” tratava-se de um rato em decomposição.

“Caiu metade do rato em cima da carne moída, foi assustador”, conta Valmira.

O choque tomou conta da família, principalmente de Jobson, que até hoje não conseguiu superar o fato.

“Ninguém da nossa família consegue consumir extrato de tomate industrializado, só natural, que eu mesma preparado”, disse Valmira.

A mulher afirma que levou o extrato de tomate com o rato até o Departamento de Vigilância Sanitária, e que eles não aceitaram fazer pericia, porque o produto estava aberto.

“Como você vai saber que existe um rato dentro da lata se não abrir? Então é essa a justificativa que eles nos deram, de que eles não poderiam fazer nada, porque a lata de extrato de tomate estava aberta. Isso é um absurdo”, revolta-se Valmira.

Alimentos Wilson

Nossa equipe de jornalismo entrou em contato com a empresa “Alimentos Wilson”, responsáveis pela produção do extrato de tomate “D’ajuda”, para falar sobre o assunto, mas eles afirmaram não terem recebido qualquer espécie de notificação da Vigilância Sanitária de Três Lagoas sobre o caso.

Mariana, atendente do SAC da “Alimentos Wilson” disse que a própria Valmira deveria ter entrado em contato com a empresa, para que informasse o problema e informasse os dados do suposto lote contaminado.

“Que horror! Um rato? A Valmira deveria ter nos ligado, para que pudéssemos enviar um perito para analisar o produto, e saber o que de fato aconteceu durante a produção”, disse a atendente Mariana.

Caso Arisco

Ratos em molho de tomate não são novidade em Três Lagoas, Sandra Regina Ribeiro (38), do Bairro São João, encontrou um camundongo, dentro de um sache de extrato de tomate da marca “Arisco”, em 2010. Sandra conta que ela mesma ligou para empresa “Arisco”, para efetuar reclamação, porque de acordo com ela, se dependesse do interesse da Vigilância Sanitária, ela estaria aguardando um parecer até agora.

“Ficaram sabendo porque eu liguei no 0800, desde então a “Arisco” chegava me ligar mais de 10 vezes por dia, inclusive até uma médica da empresa me ligou, para saber se eu estava bem. Ligaram oferecendo cesta de produtos da “Arisco”, depois disseram que enviariam um representante, para pegar uma amostra e levar para o laboratório, mas não permiti. A “Arisco” me infernizou bastante tempo, mas não aceitei nada, porque estava aguardando orientação da Vigilância Sanitária, mas eles não me ligaram até hoje. O pessoal da “Arisco” me ofereceu até plano de saúde, enfim, tentaram nos bajular, para que não levássemos o caso em frente, porque seria ruim para imagem da empresa, que é consagrada no Brasil”, disse Sandra.

A mulher afirma que a Vigilância Sanitária fez fotos do produto e ficaram de enviar uma notificação para empresa “Arisco”.

Trauma

“Eu pensei que era a cabeça de um calango, muito feio, tinha pelo, tinha tudo, foi horrível. O pior é que eu já tinha experimentado o molho, fiquei louca, chorando, vomitando. No dia estava com visita em casa, todos ficaram chocados, fiquei muito mau, com muito nojo. Desde então só uso molho de tomate caseiro. A Vigilância Sanitária deveria dar mais atenção para esses casos, porque podemos estar consumindo produtos contaminados”, finaliza Sandra.

Vigilância Sanitária

Repórteres da Rádio Caçula tentaram contato com a Vigilância Sanitária, na última terça-feira (13), sem sucesso. Quando nos identificamos como jornalistas da emissora, uma funcionária chamada Silmara ficou consternada e disse: “Vocês não vão fazer a palhaçada de me colocar no ar né? Vocês já fizeram essa palhaçada antes e isso é ilegal. Eu não sei nada sobre esse assunto e a Gláucia (coordenadora da Vigilância Sanitária) não pode atender, porque esta em inspeção.”

Nós continuaremos tentando contato com o órgão de Vigilância Sanitária de Três Lagoas, para falar sobre o assunto. Só para constar, as mulheres envolvidas nos episódios alarmantes, pediram que não fossem fotografadas, por estarem cansadas de serem expostas pelo assunto.

Fonte: Rádio Caçula / Rádio Caçula

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