A Polícia Militar Ambiental de Campo Grande autuou na manhã desta quarta-feira (12) um homem de 35 anos por crime infração contra a fauna silvestre, depois de ele ter postado nas redes sociais um animal silvestre da espécie Euphractus sexcintus (tatu-peba) abatido. No vídeo e fotos divulgadas nas redes sociais, o infrator aparecia lavando muito sangue do animal em uma torneira e afirmava que o tatu seria o jantar.
Depois de receber a denúncia com vídeos e fotos, que afirmava que o homem residiria no estado do Rio de Janeiro, mas estaria em temporada de trabalho em Mato Grosso do Sul, o setor do serviço reservado da PMA realizou levantamentos e conseguiu identificá-lo e, inclusive, conseguiu localizar onde o denunciado estaria morando em Campo Grande.
O infrator foi encontrado no bairro Jacarandá, em Campo Grande, e confirmou a autoria do material, porém, afirmou aos Policiais que havia recolhido o animal vivo atropelado à margem de uma estrada no município de Bandeirantes e o havia socorrido e que o tatu havia se recuperado e ele o teria soltado. Depois de várias análises do vídeo, os policiais perceberam claramente que o animal não tinha qualquer movimento e pelas demais características, conclusivamente, o tatu estava morto enquanto era manuseado na lavagem do sangue.
A Lei de Crimes Ambientais protege tanto a fauna como o seu produto e subproduto, bem como qualquer tipo de apanha e utilização, sem autorização do órgão ambiental e define como crime:
O homem residente em Cabo Frio (RJ) e atualmente em Campo Grande, responderá por crime ambiental de apanha e utilização ilegal da fauna silvestre, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção. A Polícia Militar Ambiental também o autuou administrativamente e aplicou multa de R$ 500,00. (Com informações da PMA)


