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HC recebe verba do SUS para tratamento de pessoas que já morreram

Saúde – 18/03/2013 – 08:03

O hospital do Câncer Alfredo Abrão, instalado em Campo Grande, administrado pela Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul, recebeu dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) por atender pacientes que já tinham morrido. Somado a isso, a Fundação, criada para ser sem fins lucrativos, é chefiada pelo médico oncologista Adalberto Abrão Siufi, que montou uma empresa com a própria finalidade da Fundação, para prestar serviço ao hospital, negócio ilegítimo, por lei.

E também: Siufi empregou na mais importante entidade de saúde da cidade – atende em torno de 200 pacientes diariamente – a irmã, o filho, a nora, o sogro do filho e a filha, com salários que variam de R$ 7 mil a 10 mil por mês.

O histórico acima aparece no inquérito instaurado em 2011 pelo Ministério Público Estadual (MPE) que, na semana passada, propôs ação de destituição dos dirigentes da entidade, com pedido de concessão antecipada [termo jurídico que solicita um desfecho da causa imediato, ainda que provisório].

A promotora de Justiça Paula Volpe, da 49ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, das Fundações e Entidades de Interesse Social, de Campo Grande, pediu o afastamento de Adalberto Siufi, diretor-geral da Fundação, do diretor-presidente Blezer Zan e do diretor-financeiro da entidade, Wagner Miranda.

Fonte: Correio do Estado

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