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Três Lagoas
sábado, 18 de julho, 2026

Golpe do doce faz novas vítimas no Brasil e acende alerta aos consumidores; situação semelhante já foi relatada em Três Lagoas

Consumidores de diversas regiões do país devem redobrar a atenção diante de uma prática comercial que vem gerando reclamações e ganhou repercussão nacional como o chamado “golpe do doce”. O caso voltou a chamar a atenção após um cliente relatar ter pago R$ 330 por um produto adquirido em um quiosque, alegando que se sentiu constrangido durante a abordagem e acabou realizando o pagamento.

A situação serve de alerta para consumidores de todo o país, inclusive em Três Lagoas, onde clientes também já relataram experiências semelhantes em um quiosque de doces localizado em um shopping da cidade. Segundo os relatos, o vendedor informa inicialmente que o valor é de R$ 19,90 a cada 100 gramas, o que leva o consumidor a acreditar que fará uma compra de baixo valor.

Entretanto, no momento da escolha, o atendente apresenta uma barra de doce e pede que o próprio cliente indique o ponto onde deseja o corte. Como a maioria das pessoas não consegue estimar o peso exato apenas pela aparência, acaba indicando um pedaço acreditando que terá entre 100 e 200 gramas. Somente após o corte o produto é pesado, revelando, muitas vezes, 400, 500 gramas ou até mais.

Em seguida, o consumidor é informado de que, por se tratar de um alimento já cortado, o produto não poderá ser devolvido para revenda, o que acaba gerando constrangimento e levando muitas pessoas a efetuarem o pagamento. Em diversos relatos, clientes disseram que imaginavam gastar cerca de R$ 40, mas foram surpreendidos com valores finais entre R$ 100 e R$ 120, ou até superiores, dependendo do peso do produto.

É importante destacar que informar o preço por peso é uma prática permitida pela legislação, desde que as informações sejam claras e não haja indução ao erro ou qualquer forma de constrangimento ao consumidor. Caso o cliente se sinta pressionado, tenha recebido informações confusas ou entenda que houve prática abusiva, ele pode recusar a compra antes da conclusão do pagamento e buscar orientação junto aos órgãos de defesa do consumidor.

Especialistas orientam que, antes de autorizar qualquer pagamento, o consumidor pergunte o peso aproximado do pedaço escolhido, solicite que o produto seja pesado antes da finalização da venda e confira atentamente o valor que aparece na maquininha de cartão. Em caso de cobrança indevida ou suspeita de abuso, a recomendação é guardar o comprovante da compra, registrar a ocorrência junto ao Procon e, se necessário, comunicar a Polícia Civil.

A principal orientação é simples: nunca realize uma compra por constrangimento ou pressão. Transparência na informação, atenção aos preços e calma durante a negociação são fundamentais para evitar prejuízos.

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