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quinta-feira, 25 de junho, 2026

Funcionária afastada denuncia descaso da empresa G.R.S.A

15/07/2013 – Atualizado em 15/07/2013

Por: Cristiane Sagioratto

O descaso e a falta de respeito por parte da empresa multinacional G.R.S.A Soluções em Alimentação e em serviços de transporte- empresa terceirizada que presta serviço ao restaurante da empresa Eldorado em Três Lagoas é acusada pela funcionária Diva Maria dos Santos Araújo, de 40 anos por negar mantimento de despesas por conta de um acidente de trabalho que ela sofreu em 2011.

De acordo com a camareira, ela estava em um ônibus indo ao trabalho quando no meio do caminho, a funcionária quebrou a coluna em um acidente no coletivo. Ela teve arritmia cerebral e consequentemente Diva passou por uma cirurgia na coluna vertebral (AL1).

Bastante emocionada, a funcionária relatou à reportagem da Rádio Caçula na tarde desta segunda-feira (15) que ela foi afastada de suas atividades profissionais por tempo indeterminado e que a empresa não disponibilizou ao menos médico da rede privada para oferecer assistência a ela no dia do acidente.

Após as fraturas e com muita dor, Diva foi encaminhada à Santa Casa de Campo Grande no dia do ocorrido e por um mês ela ficou internada na Unidade de Saúde. Ela passou por uma cirurgia, onde foi inserida na coluna vertebral da camareira aproximadamente 14 pinos.

Com muita dificuldade em se locomover, a funcionária conta atualmente com a ajuda do marido e de sua filha de 12 anos para levá-la ao médico fisioterapeuta e para auxiliá-la em suas atividades rotineiras.

Diva informou que está afastada da empresa multinacional há dois anos e que recebe do INSS R$ 670 por mês para o custeio com medicamentos que segundo ela, a despesa com remédios ultrapassa R$ 300 mensais. As despesa com combustível também foi cancelada pela multinacional G.R.S.A e após o acidente foi negado dois convênios médicos aos dois filhos da camareira.

“Meu marido gasta em média um tanque de combustível para me levar no médico, o convênio dos meus dois filhos foi cancelado e o que eu ganho do INSS não dá para as despesas com medicamentos”, relatou a camareira emocionada.

Versão da empresa

A assessoria de imprensa da empresa G.R.S.A informou em nota que a situação da funcionária está sendo tratada com a diretoria de Recursos Humanos da multinacional.

Já os auxílios citados foram revistos em parceria com a funcionária e os direitos e obrigações trabalhistas estão de acordo com a legislação vigente.

Foto:Rádio Caçula

recebe do INSS R$ 670 por mês para o custeio com medicamentos.Foto:Rádio Caçula

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