Suspeito de 49 anos foi detido no bairro Guanabara após denúncias de que estaria se aproximando reiteradamente de duas vítimas protegidas por ordem judicial
Um ex-pastor de 49 anos foi preso pela Polícia Civil na noite da última quinta-feira, 27, em Três Lagoas, após ser apontado como suspeito de descumprir reiteradamente uma medida protetiva de urgência relacionada a um caso envolvendo duas crianças.
A ocorrência foi registrada no bairro Guanabara e consta no procedimento policial como descumprimento de medida protetiva, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha. As vítimas são um menino de 8 anos e uma adolescente de 13 anos, cujas identidades são preservadas por se tratarem de menores de idade.
Segundo os registros policiais, havia uma determinação judicial para que o homem mantivesse distância mínima de 150 metros das vítimas.
DENÚNCIAS APONTARAM APROXIMAÇÕES
De acordo com a Polícia Militar, informações encaminhadas às autoridades indicavam que o investigado estaria descumprindo a determinação de forma reiterada, passando pelas proximidades da residência das vítimas e se aproximando delas.
Após receber as informações, equipes policiais realizaram diligências e localizaram o homem na rua Antônio Custódio de Oliveira, no bairro Guanabara.
Embora a abordagem tenha ocorrido fora do raio de 150 metros estabelecido pela Justiça, os policiais consideraram o histórico de supostos descumprimentos anteriores e deram voz de prisão ao investigado.
A prisão em flagrante foi posteriormente ratificada pela autoridade policial, com base no artigo 302 do Código de Processo Penal e no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006.
INVESTIGADO PASSOU MAL DURANTE CONDUÇÃO
Durante o deslocamento para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), o homem apresentou um episódio descrito no registro policial como compatível com uma crise convulsiva.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou o atendimento. O investigado foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permaneceu sob observação médica e custódia policial. Por causa da internação, o interrogatório não foi realizado imediatamente.
DELEGADO PEDE PRISÃO PREVENTIVA
Diante da gravidade do caso e das informações sobre supostos descumprimentos reiterados, o delegado responsável pelo procedimento decidiu representar pela prisão preventiva do investigado.
A autoridade policial argumentou que a medida seria necessária para garantir o cumprimento da ordem judicial e preservar a integridade física e psicológica das vítimas, que são menores de idade.
O procedimento foi encaminhado à Justiça, que deverá analisar o pedido e definir as próximas medidas. O investigado também teria recusado, no momento da prisão, o direito de comunicar familiares ou indicar advogado, conforme consta no documento policial.
CASO ENVOLVE MEDIDA DE PROTEÇÃO A MENORES
A ocorrência está relacionada a um processo que tramita na Justiça de Três Lagoas envolvendo suspeita de crime sexual contra vulneráveis. Como o caso envolve crianças e está sob investigação, os detalhes capazes de identificar as vítimas não serão divulgados.
A Polícia Civil deverá continuar apurando as circunstâncias dos supostos descumprimentos e demais fatos relacionados ao caso. A prisão e as acusações registradas no procedimento não representam condenação definitiva. O investigado tem direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, cabendo à Justiça decidir sobre sua situação.


