08/03/2016 – Atualizado em 08/03/2016
Ex-namorado matou a doméstica “Cida” após duas brigas, apurou a polícia
Por: Jornal Impacto
O ajudante geral Carlos Alberto Rodrigues, 50, morador da Rua Benjamin Constant, 350, é o assassino da doméstica Maria Aparecida Veloso, a “Cida”, 51, morta com dois tiros no pescoço na madrugada desta última segunda-feira, 7, no bairro Antena, em Andradina
A afirmação e do delegado Tadeu Aparecido Coelho, da Delegacia de Investigações Gerais, que inclusive já pediu à Justiça a prisão temporária do sujeito que teria fugido para o MS ou MT. Ele ainda não tinha ficha criminal.
Segundo o delegado, ambos tiveram um romance, terminaram dois anos atrás, mas no último sábado brigaram durante um baile forró na cidade de Castilho. Durante o entrevo, o ajudante agrediu Cida com uma garrafa, pisou em seu óculos e a teria ameaçado de morte, caso insistisse em ficar atrás dele.
A briga foi presenciada pela atual namorada do ajudante, uma desempregada de 37 anos, de Nova Independência, principal testemunha do caso. Ela revelou ao delegado que no domingo, após a meia noite, Cida foi à casa de Carlos Alberto, onde o casal estava.
Ambos discutiram na área dos fundos e ela decidiu ir embora de Bis para Nova Independência. Na saída do imóvel ouviu tiros e mais tarde foi avisada, no celular, pelo ajudante sobre o assassinato. No texto, Carlos anunciou que iria fugir e a intimidou para não comentar nada a respeito.
Tadeu Coelho deduz que após ser ferida no quintal dos fundos da casa a vítima tenha conseguido sair e chegar ao outro lado da rua, onde foi encontrada caída de bruços e suja de terra sobre a calçada.
“O assassinato ocorreu pouco depois da 2h da madrugada, porque às 2h27 o ajudante enviou mensagem à atual namorada”, divulgou o delegado, que já solicitou buscas no imóvel e nessa quarta-feira deverá efetuar a reconstituição do crime. “Vou ouvir mais algumas pessoas e concluir o inquérito. Se o autor continuar desaparecido, pediu sua prisão preventiva”, anunciou o delegado.
BUSCAS PELA MÃE
O corpo de Cida só foi encontrado de manhã por populares que passavam pelo local. A essa altura, a filha já iniciava peregrinação para tentar localizar a doméstica, que chegou em casa em torno de meia noite de domingo, mas não foi encontrada de manhã para ir trabalhar.
Tadeu Coelho contou com o apoio da escrivã Nadir e dos investigadores Everton e Antenor para desvendar mais esse delito, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão.



