33.6 C
Três Lagoas
domingo, 3 de maio, 2026

Entidades de MS articulam derrubada do veto ao fim da multa extra de 10% do FGTS

17/09/2013 – Atualizado em 17/09/2013

Votação para derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar 200/12 acontece hoje

Por: Assessoria

O presidente da Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (Faems), Antônio Freire, o primeiro-secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Roberto Oshiro, e o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de MS (Sinpetro), Mario Shiraishi, acompanham nesta terça-feira (17) representantes do Conselho Diretor da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) no Congresso Nacional, em Brasília (DF), para a votação da derrubada do veto sobre a multa extra de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador demitido sem justa causa. A Lei Complementar que extingue o excedente da multa foi aprovada por grande parte do Congresso Nacional, porém vetada pela Presidente Dilma.

O presidente da CACB, José Dornelles Cairoli, vem pedindo para que a classe empresarial de cada estado mobilize suas bancadas em apoio à aprovação do Projeto de Lei Complementar 200/12. Os deputados e senadores se reunirão hoje, a partir das 19h, para a votação dos projetos de lei, motivo que levou novamente dirigentes da ACICG e outras entidades de classe à Brasília com o objetivo de reforçar o compromisso inicial da bancada federal de Mato Grosso do Sul a favor da extinção.

A sessão do Congresso é conjunta entre a Câmara dos Deputados e o Senado. Para derrubar o veto, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores. As Associação Comercial, Simpetro e Faems apoiam a derrubada do veto, tendo em vista que a manutenção da multa sobrecarga a todos os empregadores do Brasil.

“Vamos continuar trabalhando forte para que possamos realmente obter o apoio integral para extinguir a multa e também mobilizar ainda mais entidades de outros estados para garantir a votação necessária para derrubada do veto presidencial”, reforçou Oshiro.

Multa de 10% sobre FGTS

Essa contribuição surgiu em 2001 para cobrir as perdas nas contas do FGTS provocados pelos Planos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990. Ao invés de 40%, as empresas passaram a pagar 50% de multa do FGTS nas demissões sem justa causa, mas o colaborador continuou recebendo os 40%; o restante, ou seja, 10%, foi encaminhado para o governo. Após dez anos, as dívidas foram sanadas e o que deveria ser temporário é destinado para fazer superávit primário

Desde março de 2012 a multa extra não é depositada no FGTS e permanece na Conta Única do Tesouro, segundo documento da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Orçamento. Essa prática vem sendo adotada quando a Caixa Econômica Federal passou a transferir o valor da contribuição diretamente ao Tesouro Nacional.

Presidente da FAEMS Antonio Freire.Foto: Divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Educação ambiental marca abertura do Torneio de Pesca Esportiva em Três Lagoas

Estudantes e integrantes do Florestinha participaram de atividades educativas, palestra sobre preservação e ações de integração social no Balneário Municipal

Execução mata “Cabelinho” e deixa outro ferido no Vila Nova

Pedro Augusto Otaviano dos Santos foi surpreendido por atirador no bairro Vila Nova. Já outro rapaz acabou baleado durante ataque

Prefeitura inicia pavimentação no Jardim das Primaveras após obras de drenagem

Investimento de R$ 4 milhões leva mais infraestrutura, mobilidade e qualidade de vida aos moradores de Três Lagoas