26.1 C
Três Lagoas
sexta-feira, 23 de outubro, 2026

Empresas estudam ir à Justiça para se livrarem da desoneração

Geral – 06/04/2013 – 10:04

Algumas empresas contempladas pela desoneração da folha de pagamento já estão indo à Justiça contra a medida, que as prejudica.

Isso porque a troca da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento por uma alíquota de 1% ou 2% sobre a receita, determinada pela MP 612, publicada ontem no “Diário Oficial”, vai fazer com que elas paguem mais tributos.

Estão entre os afetados os que têm alto faturamento e poucos funcionários, que terceirizam parte de sua mão de obra e que produzem com alto valor agregado.

A reclamação ocorre porque a presidente Dilma Rousseff vetou na quarta o trecho da MP 582 que dava às empresas o direito de optar pela desoneração. Assim, os 27 setores contemplados agora são obrigados a mudar a forma de tributação pela receita.

A obrigatoriedade também consta na MP 612, que a partir de 2014 vai ampliar a desoneração a mais 14 setores –entre eles os de transporte, comunicação social, construção civil e de obras de infraestrutura e instalação de máquinas e equipamentos.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida implicará em renúncia fiscal de R$ 5,4 bilhões por ano –que se somarão aos R$ 16 bilhões dos setores já beneficiados.

Cassio Zocolotti, diretor de consultoria tributária do grupo FBM, diz que um cliente do setor de tintas, com faturamento anual de R$ 200 milhões, foi prejudicado.

“Eles têm poucos empregados, máquinas de alta tecnologia e produtos de concorrência baixa.” Zocolotti diz que, com 1% sobre a receita a empresa vai pagar 20% a mais do que pagava com a contribuição sobre a folha.

José Maurício Carvalho Abreu, sócio da área tributária do escritório Miguel Neto Advogados, diz que duas empresas de construção civil, uma de call center e outra da indústria, todas de grande porte, estudam ir à Justiça.

Segundo o advogado, elas vão pagar entre 10% e 20% a mais pela nova tributação.

“É significativo a ponto de querer entrar com a ação”, diz. “Temos uma indústria moveleira que fez as contas e vai pagar 18% a mais. É o equivalente a 26% da folha de pagamento atual deles.”

Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, defende que as empresas possam escolher o regime de tributação.

“Há um precedente: as empresas podem escolher entre lucro real ou presumido, e isso não cria ônus adicional à fiscalização da Receita”, afirma Watanabe

Segundo o sindicado, apenas 8% das empresas do setor não trabalham com a terceirização de atividades.

Fonte: Folha de São Paulo

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Governo de Mato Grosso do Sul antecipa salário de outubro; pagamento será liberado no dia 30

Mais de 86 mil servidores estaduais, entre ativos e inativos, terão os vencimentos disponíveis na sexta-feira; folha mensal movimenta cerca de R$ 400 milhões. O...

VÍDEO:Corpo de homem é encontrado na Lagoa Maior e marca segunda morte registrada em Três Lagoas nesta sexta-feira

O corpo de um homem ainda não identificado foi localizado no início da tarde desta sexta-feira (23), nas águas da Lagoa Maior, um dos...

Em iniciativa pioneira no setor, Suzano desenvolve operação remota de colheita florestal em MS

Primeira fase do projeto colheu 12 mil árvores com uma harvester comandada da torre de controle florestal de Ribas do Rio Pardo, a até 350 quilômetros da frente de trabalho. Operador permanece no comando: a tecnologia muda o local de trabalho, não substitui o profissional
error: Conteúdo Protegido