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Em entrevista, Diretoria da APAE assume erro e reabre o bazar

Geral – 04/04/2012 – 17:04

“Nós não somos profissionais em vendas de mercadorias, nós somos uma equipe que cuida de pessoas que são deficientes”, com essa afirmação, o presidente da APAE de Três Lagoas começou seu pronunciamento em entrevista ao programa “ Linha direta com a notícia”, apresentado por Romeu de Campos Jr, na manhã desta quarta feira (04).

Em pauta, a falta da publicidade da realização do bazar que estaria sendo realizado com produtos apreendidos e que foram doados pela receita federal de Mundo Novo para a entidade, com suspeitas de vendas antecipadas e privilegiadas aos funcionários.

A emissora esmerou em demonstrar que a não divulgação do bazar não era parte de algum termo do acordo com a Receita Federal, e que todas as afirmações que a Emissora havia feito anteriormente tinham fundamento como foi aceito pelos representantes da entidade.

Um dos pontos fortes da entrevista foi quando o apresentador Romeu disse ao Presidente Odemar que falava sobre a sua ciência de funcionários terem comprados produtos de forma privilegiada. Romeu disse: “quando o funcionário comprou de forma duvidosa e ilegal qualquer produto, ele cometeu um crime que passará a responder se for questionado na justiça. A APAE a partir do momento que fez a venda, registrou através do CPF sai da esfera de comprometimento nesse caso, não ficando livre de ser incluida como conivente. Eu entendo que o funcionário comprador cometeu um crime e que é federal.”

Continou insistindo que a venda dos produtos seria uma forma da entidade mostrar uma transparencia para a população, o que não aconteceu, pois entende que os produtos foram doados para ser usados unica e exclusivamente para arrecadar fundos financeiros com a participação da população, o que não aconteceu. Porque com a venda antecipada à abertura do Bazar aos funcionários da entidade que escolheram os produtos que queriam comprar, o objeto da doação foi distorcido impedindo claramente a participação direta nas compras das pessoas da cidade.

Não ficou claro quantos produtos cada funcionário comprou, e em um determinado momento da entrevista, Odemar confirmou que alguns levaram alguns produtos a mais porque estavam levando para pessoas que provavelmente residem em locais mais distante e que a elas seriam repassadas.

Odemar não soube dizer se houve uma falha ou excesso de precaução por parte da diretoria em não divulgar o bazar, mas alegou que as doações já vêm sendo recebidas há cinco anos e esta foi a primeira vez que houve um pedido de um inspetor da receita federal doadora para não divulgar nenhum tipo de bazar, leilão ou vendas das mercadorias. Disse ainda que o bazar teria inicio nesta quarta-feira, mas há alguns dias os produtos já foram vendidos aos funcionários, restando poucos materiais a serem comprados.

“Nós não temos uma proibição, nos estamos atendendo ao pedido deles (inspetores), até porque não fui atendido por esse senhor (Marcos Eide) acredito que ele estava de férias, mas teve uma outra pessoa que me atendeu que não me lembro o nome e ele me pediu: Olha, não divulgue por causa do comércio”. E continuou: “ eu acho que isso por uma precaução da receita, não sei se é certo ou errado, só fizemos o que nos pedem”, ponderou Odemar.

O diretor administrativo da APAE confirmou que alguns produtos foram usados em benefício da entidade, como forma de diminuir o gasto da casa e ressaltou que os produtos vendidos já atingem um valor de R$78,000.00.

Adão, diretor da APAE, também disse que um inspetor, que não soube identificar, teria dito a ele para que não houvesse nenhuma divulgação por parte da instituição para a população pelos meios de comunicação. O que não foi respondido foi o fato de não poder divulgar o evento. Em contra-partida à afirmação de não poder divulgar o evento, a Presidencia da APAE usou o Jornal do Povo para dar uma entrevista com data do último dia 03 sobre o caso que não poderia ser divulgado. A matéria completa referida no jornal para a data de hoje (04) não foi publicada apesar da chamada no dia 03 que aconteceria nessa data.

Em continuidade, Odemar alegou que: “E também, não é que nós damos preferência a quem está no nosso meio, é porque nós queremos evitar o maior número de pessoas dentro da APAE por questão de precaução, nós temos alunos, crianças e deficientes e pode haver tumulto. No último bazar teve um ‘vandalismozinho’ lá dentro, mas nós conseguimos contornar, porque entrava assim 30 a 40 pessoas de uma vez. Nós não temos um espaço físico para comportar mais pessoas nós não somos vendedores de mercadoria.”

Ao ser questionado “Se a intenção é pegar esse produto e produzir o maior valor possível para a APAE poder investir nela mesma, e diante desse problema de ter uma sala pequena, de ter criança, porque não se buscou um lugar maior, por exemplo o ginásio de esportes ou a quadra do SESI, onde tem arquibancada e as pessoas podem ficar vendo o produto a ser comprado, ele respondeu: “Tudo isso passou pela nossa cabeça, nós até tivemos pensando, porque não usar a casa da amizade que fica próximo a APAE? Só que o maior problema é quem que fica lá vendendo, há não serem os professores; nós estamos trabalhando com os próprios funcionários da APAE.”

FATO ANTERIOR

Logo pela manhã de hoje (04), o repórter Celso Daniel, foi destacado para cobrir o inicio da abertura do Bazar da Pechincha quando foi levado para uma sala da administração da APAE e foi coagido por parte da diretoria para que não fizesse nenhuma reportagem ou mesmo fotografasse o bazar. O clima foi tenso porque o Presidente Odemar disse em voz alta que a emissora Rádio Caçula teria que provar tudo que estava dizendo sob pena de “ter com ele”, se referindo que processaria a emissora.

No programa “ao vivo” após ser ratificadas pelo apresentador as questões consideradas como duvidosas, teve o reconhecimento do Presidente que pediu para que um novo clima de convivência acontecesse. Romeu de Campos ao encerrar o programa ainda disse: “Então posso desconsiderar tudo o que senhor disse ao meu repórter hoje pela manhã a respeito da sua opinião da emissora?”. Tendo a afirmativa do “sim” do Presidente e da sua concordância de todos os fatos como verdadeiros apresentados na reportagem o apresentador iniciou o encerramento do programa.

AO FINALIZAR

Antes desse encerramento, Carlinhos um dos diretores da APAE e pai de um aluno, pediu a palavra e questionou se era ele que tinha sido apontado como o dono de uma loja de instrumentos musicais que havia comprado os aparelhos eletrônicos. O apresentador Romeu de Campos disse estranhar o fato e que não iria considerar a pergunta porque esse assunto não havia sido ventilado no programa, não entendo portanto a sua pergunta. Disse que desconhecia a preocupação do diretor como possível comprador de equipamentos do Bazar da Pechincha. Para finalizar o assunto o apresentador perguntou ao sr. Adão: Quantos aparelhos eletrônicos ainda estão disponíveis para a venda do Bazar que ainda não havia sido aberto a sua venda ao público?. Adão disse que havia poucas peças disponibilizadas para a venda.

Odemar e Adão finalizaram a entrevista, onde se colocou a pauta da entrevista em “pratos limpos” e finalizou dizendo que o bazar, reabriria a partir das 13h:00min desta quarta feira (4), até que se vendam todos os produtos, agradecendo a emissora Rádio Caçula, por conceder o espaço para um esclarecimento melhor sobre o ocorrido.

Leia Mais:

Bazar de produtos doados a APAE é cancelado

APAE recebe quase 98 mil em doações e não divulga bazar

Fonte: Da Redação / Pablo Prado

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