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Em 6 anos, investimento em rodovias públicas triplica, mas maioria das estradas ainda é péssima

Geral – 19/04/2012 – 12:04

Segundo Ipea, gasto federal em rodovias em 2011 foi de R$ 177,2 mil por km

Entre os anos de 2004 a 2011, o investimento federal nas rodovias brasileiras mais que triplicou, mesmo assim, a maioria das estradas continuou a ser considerada regular, ruim e péssima. A contradição foi constatada por estudo divulgado, nesta quinta-feira (19), pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) .

De acordo com a pesquisa, em 2004, a União gastou cerca de R$ 49,7 mil por quilômetro de rodovia. Já em 2011, esse valor ficou em torno dos R$ 177,2 mil. O aumento nos investimentos, porém, não surtiu efeito na mesma proporção na situação das estradas. Há seis anos, 83% delas eram consideradas regular, ruins e péssimas. No ano passado, esse índice caiu somente 66,2%. Em 2011, somente 33,8% rodovias foram avaliadas como ótimas e boas.

Em 2011, eram 57 mil km de rodovias federais pavimentadas e sinalizadas com dinheiro do governo.

Já os investimentos privados nas estradas federais e estaduais, ou seja dinheiro gasto por concessionárias, ocorrem em cerca de 15 mil quilômetros. Nessas estradas, em 2004, o investimento era de R$ 159,9 mil por quilômetro. No ano passado, ele pulou R$ 253,9 mil por km. Os investimentos privados em rodovias destinam-se principalmente a recuperação e manutenção.

Ainda de acordo com a pesquisa, os serviços necessários nas estradas públicas passaram a ser mais caros porque, além de intervenções, se faz necessário reconstruir alguns trechos de vias.

Programa de melhoria

Para implementar melhorias, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre) criou o programa de Restauração, Recuperação e Conservação de Rodovias, que é dividido em duas etapas. A primeira tem como objetivo realizar intervenções de caráter funcional e restabelecer a trafegabilidade da rodovia. Ela deve ter duração de dois anos e seu custo está orçado em R$ 215 mil por quilômetro.

Já a segunda etapa incorpora a sistemática adotada na concessão, com duração de cinco anos, e inclui obras de restauração, manutenção e conservação rodoviária. O custo será de R$ 500 mil por quilômetro.

Fonte: R7

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