25/08/2014 – Atualizado em 25/08/2014
Assista o vídeo em que o candidato fala sobre a ação no MPF
Por: Ray Santa Cruz/Assessoria
Eduardo Rocha ressaltou que o “tarifaço” pode inviabilizar tanto a permanência quanto a vinda de novas indústrias para o Mato Grosso do Sul, pois para os consumidores de alta tensão, o aumento será de 40,7%.
Revolta e indignação. Estes foram os sentimentos que levaram o deputado estadual Eduardo Rocha a ocupar a tribuna na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (20). “É muita falta de respeito com o sul-mato-grossense e especialmente com a população da região Costa Leste do nosso Estado, a Anel autorizar um aumento de 35% na tarifa de energia elétrica. Pior ainda, a indústria e o comércio, aqueles que recebem energia de alta tensão, irão pagar um aumento de 40%”. O parlamentar se referiu ao reajuste aprovado pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e que afetará Três Lagoas, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Anaurilândia. O aumento começará a valer no dia 27 deste mês e vai atingir mais de 2,4 milhões de consumidores residenciais atendidos pela empresa Elektro. Para este tipo de cliente, o reajuste será de 35,7%. Para os consumidores de baixa tensão, o aumento será de 35,9%.
Eduardo Rocha argumentou que não é possível em um país onde a inflação gira em torno de 6%, onde o IGP-M é de 5,32%, que a Aneel permita um aumento abusivo como esse de 40%, que irá lesar a população sul-mato-grossense. Eduardo Rocha ressaltou que o “tarifaço” pode inviabilizar tanto a permanência quanto a vinda de novas indústrias para o Mato Grosso do Sul, pois para os consumidores de alta tensão, o aumento será de 40,7%. Com isso, o efeito médio do reajuste ficará em 37,78%.
A Aneel informou que, para calcular o reajuste, considera a variação de custos que a empresa teve no ano, e que a conta inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, além de outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, entre eles, a compra de energia, encargos de transmissão e encargos setoriais. De acordo com a Agência, o item que mais impactou o reajuste da Elektro foi o aumento dos custos que a empresa teve com compra de energia.
Outros fatores, como aumento nos custos com transporte de energia e pagamento de encargos setoriais, também influenciaram. “Eu não vou permitir um abuso desse com a população do meu Estado, e por isso vou ao Ministério Público Federal e ao Procon contra a Elektro. Solicitando que a Empresa seja investigada. Eles precisam saber que aqui tem gente que defende os interesses de Mato Grosso do Sul”.
Eduardo Rocha compareceu no Ministério Público Federal de Três Lagoas nesta sexta-feira (22), para medidas urgentes em relação ao aumento. Assista o vídeo.


