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Deputada diz que Padilha precisa saber da real situação da saúde

Geral – 10/08/2012 – 17:08

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB), vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, disse que o ministro Alexandre Padilha, que vem no próximo dia 30 a Mato Grosso do Sul, precisa ser informado da verdadeira situação da saúde no Estado. Só assim, poderá encontrar caminhos para o caos instalado nos 78 municípios.

Ela subiu à tribuna nesta quinta-feira (9) para dizer que a comissão deverá solicitar uma reunião nos próximos dias com a secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi, e com diretores de hospitais públicos dos principais municípios, na tentativa de entender como está a real situação das unidades de atendimento.

Na prática, esta já é uma das pautas do ministro do Estado. Ele quer entender como está a saúde em Mato Grosso do Sul para definir o percentual de aumento do repasse de recursos por parte do SUS (Sistema Único de Saúde).

O que a Assembleia Legislativa deseja, segundo Mara Caseiro, é participar mais ativamente deste processo.

“Não dá para ficar só falando. A população está cansada de falácias. Acho que a vinda do ministro ao Estado é uma ótima oportunidade para sentarmos, conversarmos, elencarmos os maiores problemas que estamos enfrentando. Não posso ficar calada em função dessa condição que está instalada no nosso Estado e em todo o Brasil”, afirmou a parlamentar.

Mara lembrou que em 2011, logo que assumiu cadeira na Assembleia Legislativa, conversou com a secretária de Saúde sobre Dourados, uma vez que o município, assim como Campo Grande, recebe pacientes de várias regiões do Estado.

“Eu disse na época que precisávamos tomar uma atitude principalmente em relação ao Hospital da Vida. Eu disse que ele estava se tornando o hospital da morte, muitas vidas estavam sendo perdidas. Mas o que acontece é não vemos uma vontade política de realmente resolver o problema”, disparou.

A deputada enfatizou que a Assembleia Legislativa pode colaborar e muito com este debate, uma vez que há em seus quadros deputados que já foram tanto gestores de municípios quanto de unidades de saúde.

“Mas essa casa tem que ser ouvida, temos aqui vários deputados que já foram prefeitos, que já trabalharam diretamente com a questão da saúde. Acho que as ideias aqui podem trazer uma condição melhorada para a nossa população, e nossa secretária tem que nos ouvir. Nós não somos donos do mundo, e ela também não é, estamos aqui tentando achar soluções. Nós como deputados, que somos a voz do povo, ficamos tristes todo dia quando abrimos os jornais e vemos hospitais sem vagas, sem leitos, sem médicos, vidas se perdendo”, disse.

Em aparte, o deputado Zé Teixeira (DEM) lembrou que Lauro Davi (PSB), presidente da Comissão de Saúde da Casa, já administrou a Cassems, que George Takimoto (PSL), além de médico, já foi vice-prefeito de Dourados e vice-governador do Estado, e que outros parlamentares, como Mara Caseiro, Laerte Tetila (PT) e Onevan de Matos (PSDB), já foram prefeitos e entendem bastante essas questões relativas à saúde.

“E eu não sou médico, mas quero ajudar o povo que me colocou aqui”, ressaltou.

Tetila também fez seu aparte, lembrando que foi prefeito de Dourados e que fez muitas melhorias no setor, mas que ainda há muito a ser feito.

Mara lembrou que a possibilidade de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) chegou a ser ventilada, mas que essa não seria a melhor opção para resolver o problema.

“Talvez possa acontecer com a CPI o que aconteceu com o Mensalão, o dinheiro se foi, sumiu, e nada aconteceu. Nós não queremos isso, ficar em fórum, Tribunal de Justiça. O que não queremos é ver é nossos pacientes perderem a vida. Queremos que o atendimento seja feito com decência, seriedade. Não adianta dizer quem está errado ou certo, é o momento de encontrarmos soluções”, enfatizou.

A deputada finalizou lembrando de outra questão que precisa ser tratada com o ministro: a descentralização da saúde. “Temos que conversar sobre Campo Grande e Dourados, que recebem o maior fluxo de pacientes, mas também temos que falar sobre Ponta Porã, Amambai, Naviraí, entre outros municípios”, afirmou.

Fonte: G1

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