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quinta-feira, 11 de agosto, 2022

Demóstenes chama processo de “apressado e inconsistente”

Geral – 05/07/2012 – 18:07

Pela terceira vez na semana, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO, ex-DEM) subiu à tribuna do plenário do Senado para se defender. No discurso desta quinta-feira (5), o parlamentar argumentou que o processo que pode cassar seu mandato foi conduzido de forma apressada e inconsistente –desde a representação do PSOL, passando pela aprovação do relatório no Conselho de Ética, até a confirmação da legalidade na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

“O relatório analisado pode ser tudo, menos constitucional, o que o torna igualmente ilegal e antijurídico. Como pode ser considerada constitucional uma apreciação subsidiada em provas em cuja colheita se rasgou a Constituição? Como pode ser tachado de legal algo encetado com uma representação eivada de ilegalidades? Como pode ser tido como jurídico um feixe de atos consubstanciados não na letra da lei, não em valor ou fato, mas em ressalvas ao representado de que o objeto ali não pertencia ao mundo jurídico, mas ao político?”, argumentou o senador goiano.

Antes de iniciar sua defesa, Demóstenes fez questão de explicar que não falou ontem (4) em plenário porque as votações no local perduraram até à noite, mas que pretende continuar a falar diariamente até a votação do seu caso no mesmo plenário, marcado para as 10h da próxima quarta-feira (11).

“Sua inconsistência [no relatório] é ofuscada pela pressa. No futuro, sem açodamento, alguém vai se perguntar como se pretendeu cassar um senador com uma peça daquelas, dada à fragilidade da representação, o Conselho de Ética se serviu de diversos expedientes na tentativa de robustecer os relatórios”, continuou.

Na avaliação do senador, se não tivesse havido “a pressão avassaladora do noticiário”, a representação contra ele teria sido arquivada.

O senador voltou a afirmar que mais pessoas deveriam ser ouvidas e que deveriam respeitar o seu direito de provar que as conversas atribuídas a ele “são frutos de uma fraude”. “Está passando da hora de ouvir o senhor Carlinhos Cachoeira (…) seria produtivo que ele falasse (…) para aclarar diversas passagens”, pediu o parlamentar.

Fonte: Uol/FB

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