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Delegada deixa o cargo após prisão de braço direito envolvido com milícia

O cargo será assumido pelo delegado Giniton Lages, que já foi titular da Delegacia de Homicídios da capital e conduziu a primeira etapa das investigações do caso Marielle Franco

01/02/2020 08h43
Por: Mirela Coelho com informações do UOL

RIO DE JANEIRO (RJ) – Na manhã desta sexta-feira (31), a delegada responsável pela delegacia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, Adriana Belém, entregou o cargo.

Segundo informações, a saída dela do posto aconteceu menos de 24 horas depois da prisão do chefe de investigações de delegacia, Jorge Luiz Camilo Alves. Ele era subordinado direto de Belém no comando das apurações sobre a criminalidade local.

No lugar dela, assumirá o delegado Giniton Lages, que já foi titular da Delegacia de Homicídios da capital e conduziu a primeira etapa das investigações do caso Marielle Franco — o delegado apresentou os dois acusados de executar o crime, no ano passado.

Alves, que era o braço direto da delegada, está entre os 33 presos na manhã de quinta-feira (30) por suspeita de envolvimento com a principal milícia que atua nas comunidades de Rio das Pedras e da Muzema — regiões investigadas pela delegacia onde atuava. Além de Alves, o inspetor Alex Fabiano Costa de Abreu foi outro policial da delegacia detido.

De acordo com a promotora Simone Sibilio, chefe do Gaecc (Grupo de Atuação Especializado no Combate à Corrupção) do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), chama atenção também o fato de o policial ter contato frequente com Ronnie Lessa, acusado de assassinar de Marielle Franco.

“Em 12 de março do ano passado, foram apreendidos diversos celulares com o Ronnie Lessa durante a operação que prendeu o assassino da Marielle. Os diálogos encontrados em um dos celulares indicam a proximidade entre os dois.”

Embora os registros não mostrem um elo direto com o Caso Marielle, fica claro que todos os denunciados se falavam, que Lessa tinha trânsito com um chefe de investigação de delegacia, segundo explicou a promotora.

Na denúncia, o MP-RJ reforça que houve uma “intensa sequência de diálogos” entre Ronnie e Jorge Camillo. A data das conversas e seu conteúdo não foram informados pela Promotoria.

“Ronnie Lessa, em vários trechos dos diálogos, se refere a ele como o ‘Amigo da 16’, numa referência à delegacia onde o mesmo está lotado”, diz o MP-RJ.

Sibilio citou outro ponto da denúncia que pode indicar o grau de participação do policial com atividades criminosas praticadas na região.

No local, estão as apurações sobre a atuação de milicianos na construção e venda de imóveis nas comunidades da região. Em abril do ano passado, dois prédios caíram na Muzema, deixando 24 mortos.

A entrega do cargo foi aceita pelo secretário de Polícia Civil Marcus Vinícius Braga. “A decisão foi tomada para garantir a lisura das investigações conduzidas na unidade distrital”, a pasta disse, em um comunicado.

Em entrevista, a delegada afirmou que não pode ser culpada por eventuais desvios de conduta de integrantes da sua equipe. “Não posso ser responsabilizada por qualquer erro que não tenha sido meu”, disse.

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