20.9 C
Três Lagoas
terça-feira, 28 de abril, 2026

Defesa alega que lutador estava possuído quando matou engenheiro em hotel

27/04/2017 15h59

Teólogo falou sobre o caso

Por: Midia Max

Além de alegar transtorno psicológico de borderline, a defesa do lutador Rafael Martinelli Queiroz chamou um teólogo para prestar depoimento e concluiu que o rapaz estava possuído no dia do crime. Rafael foi preso por matar Paulo Cezar de Oliveira em abril de 2015, em um hotel de Campo Grande, e é julgado nesta quinta-feira (27).

O teólogo Mauro Luiz Ferreira Silva, segundo tenente da reserva e especialista em psicoteologia foi questionado a respeito de acontecimentos bíblicos. Testemunha de defesa, ele chegou a ser interrompido pela acusação enquanto falava, que perguntou onde a defesa de Rafael queria chegar com aquelas declarações.

Mauro então prosseguiu e a conclusão a que chegou com as perguntas da defesa foi a de que Rafael estava possuído por algum tipo de demônio no dia em que matou Paulo Cezar. Ele chegou a afirmar que não poderia dar total certeza porque não foi testemunha ocular do crime, mas que pelos relatos, processos que leu, garantia em 80% a possessão.

Testemunhas chegaram a dizer no dia do crime que ouviram Rafael dizer que estava “possuído pelo Cavalo Branco de Exu”. A defesa, que é feita pelo advogado Juliano Quelho Ribeiro, ainda apontou que após matar o engenheiro a golpes de cadeira, Rafael arrancou dele uma corrente que tinha um crucifixo, o que seria uma forma da criatura que o possuía mostrar que tinha mais poder do que o objeto relacionado à Jesus.

O teólogo ainda deu uma explanação geral sobre a Bíblia e explicou os fatos baseado no que o psiquiatra apresentou e também na teologia. Rafael foi o último a prestar depoimento antes que o júri fizesse o intervalo para o almoço. Ele se limitou a dizer que não lembrava nada do dia do crime.

Rafael foi questionado sobre religiosidade e se acreditava que poderia estar possuído no dia do crime, mas afirmou que não. Ele contou que faz uso de medicamentos para ansiedade, perda de peso, depressão e controle de humor e confirmou que passou alguns dias sem conseguir dormir antes do crime.

O lutador de jiu-jitsu, que estava em Campo Grande para uma competição, disse que ficou sabendo do que aconteceu apenas pelas notícias que viu nos jornais e na televisão, além do que falaram para ele.

A decisão do julgamento deve sair no início da tarde desta quinta-feira.

Homicídio

Em 18 de abril de 2015, Rafael teve uma discussão com a namorada, em um dos quartos do hotel, e agrediu a jovem, que estava grávida de dois meses na época. Ela fugiu em seguida e Rafael saiu, arrombando as portas de outros quartos.

Paulo estava hospedado em um dos cômodos e foi agredido pelo lutador a golpes de cadeira, morrendo no local. A vítima estava na Capital a trabalho e o lutador tinha vindo para participar de uma competição. Rafael chegou a ser preso em flagrante e tentou fugir do cárcere.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Veja o horário de funcionamento do comércio em Três Lagoas no Dia do Trabalhador

Segundo informações do Sindivarejo (Sindicato patronal) e SECTL (Sindicato dos Empregados no Comércio de Três Lagoas), nesta sexta-feira (1º de maio), data comemorativa ao...

Polícia Civil publica normas para atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista nas Delegacias do MS

A edição do Diário Oficial do Estado, desta segunda-feira (27), traz a publicação da portaria normativa Nº 262/2026/DGPC/MS, que aprova o Protocolo Institucional de...

Câmara de Três Lagoas realiza seminário sobre autismo nesta terça-feira (28)

A Câmara de Vereadores de Três Lagoas promove, nesta terça-feira (28), às 18h45, um Seminário sobre o Autismo no Plenário “Ranulpho Marques Leal”. A...