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quarta-feira, 4 de março, 2026

Criança é internada após consumir fórmula infantil em MS

Caso em Dourados leva Vigilância Sanitária a reforçar fiscalização e orientar pais sobre lotes recolhidos pela Anvisa

Uma criança foi internada em um hospital particular de Dourados após apresentar quadro de intoxicação associado ao consumo de uma fórmula infantil incluída em alerta sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O caso acendeu o sinal de alerta no município e motivou a intensificação das ações de fiscalização por parte da Vigilância Sanitária local.

Segundo informações divulgadas pela Vigilância Sanitária municipal, o episódio está relacionado a lotes específicos de fórmulas infantis que tiveram a comercialização, distribuição e uso proibidos pela Anvisa, por meio da Resolução nº 32/2026. A medida é preventiva e foi adotada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, que pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia.

A resolução atinge determinados lotes de produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, todos fabricados pela Nestlé Brasil Ltda. Em Dourados, equipes da Vigilância Sanitária estão percorrendo farmácias e supermercados para verificar a presença desses produtos e garantir a retirada imediata das prateleiras. Comerciantes também estão sendo orientados sobre os procedimentos de recolhimento.

O órgão reforça o alerta aos pais e responsáveis para que confiram atentamente o número do lote impresso nos rótulos das fórmulas antes de oferecê-las às crianças. Caso o produto pertença a um dos lotes proibidos, a recomendação é suspender o uso imediatamente.

A Nestlé informou que o recolhimento é voluntário e ocorre em escala global, após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada internacional. De acordo com a fabricante, no Brasil apenas os lotes especificados pela Anvisa fazem parte do recall, sem impacto nos demais produtos das marcas envolvidas.

Pais e responsáveis que identificarem produtos incluídos na proibição devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para orientações sobre troca ou devolução. Em caso de sintomas após o consumo, a orientação é buscar atendimento médico imediato e, se possível, levar a embalagem do produto para auxiliar na avaliação clínica.

Em Campo Grande, o Procon Municipal também intensificou a fiscalização em farmácias e supermercados desde a semana passada para assegurar a retirada dos lotes suspensos. A operação abrange todas as regiões da Capital e reforça que consumidores têm direito à substituição do produto por outro seguro ou à restituição do valor pago.

O Procon orienta ainda que, ao encontrar produtos suspensos à venda, o consumidor registre denúncia pelo telefone 156, opção 6. As famílias que já possuem os itens em casa devem interromper o uso imediatamente e procurar assistência médica caso a criança apresente sintomas compatíveis.

com Informações Correio do Estado

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