21/09/2017 08h09
Entre os direitos reivindicados estão o valor do tíquete alimentação, vale cultura e as férias
Por: Agência Rádio
Os Correios garantem que a paralisação de funcionários em todo o país não afeta o atendimento do serviço. Esta informação foi transmitida através de nota na última quarta-feira (20)
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A empresa afirmou que o Plano de Continuidade de Negócio foi acionado para minimizar o impacto da paralisação dos trabalhadores e que 93% do efetivo em todo país segue trabalhando.
Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares, a Fentect, das 31 unidades da categoria, apenas três ainda não aderiram por não terem realizado a assembleia. São as unidades do Acre (AC), Rondônia (RO) e Roraima (RR).
O secretário geral da federação, José Rivaldo da Silva, detalha alguns pontos em debate entre a categoria e os Correios.
“Nós estamos pedindo e discutindo com a empresa a manutenção do atual acordo coletivo de trabalho e a empresa quer nos tirar uma série de direitos históricos, que vai resultar em uma redução de salário de quase 10%, em uma inflação de 3%. Então vamos entrar em uma campanha salarial. A empresa quer diminuir nosso salário, que já é baixo. A maioria dos trabalhadores são massa operacional, carteiros e atendentes. Se aceitarmos esse corte e a empresa ainda quer aumentar a mensalidade do plano de saúde lá em cima, não conseguiremos pagar as contas, vamos trabalhar só para termos descontos no salário”, explica o secretário.
Entre os direitos que José Rivaldo afirma estar entre as reivindicações estão o valor do tíquete alimentação, vale cultura e as férias.
A Fentect afirma que a paralisação não tem prazo de encerramento e que está disposta a negociar com os Correios.
A empresa diz estar disposta a negociar e dialogar com os movimentos dos trabalhadores, apesar de considerar a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação, afetando, segundo a empresa, o esforço de anos para retomar a qualidade e os resultados financeiros.



