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quarta-feira, 8 de julho, 2026

Corpos de vacas mortas em enchente no RS seguem intactos

Duas vacas, presas às madeiras de um curral, foram encontradas mortas enquanto tentavam fugir da maior enchente já registrada no Rio Grande do Sul. Seus corpos permanecem no local desde a tragédia, que ocorreu em maio de 2024, na fazenda localizada na Vila de Mariante, distrito centenário de Venâncio Aires, a cerca de 130 km de Porto Alegre.

As cheias do rio Taquari devastaram a região, deixando um rastro de destruição, e cerca de 80 animais perderam a vida na propriedade. O cenário é de total abandono, com os restos mortais dos animais ainda no mesmo lugar onde faleceram, se decompondo ao ar livre, enquanto outros animais são criados a poucos metros de distância.

O governo do Rio Grande do Sul afirmou que desde os primeiros dias da enchente, ações foram promovidas na região, com repasses que somam R$ 7,9 milhões em recursos para Venâncio Aires. Esses valores foram destinados a benefícios sociais para as famílias afetadas, apoio a empresas locais, reformas de hospitais, unidades de saúde, educação e infraestrutura.

O município também contou com 158 microempreendedores contemplados pelo programa MEI RS Calamidades, com R$ 474 mil já repassados. Já o governo federal, até o dia 13 de dezembro, destinou mais de R$ 200 milhões em recursos para o município, visando cuidados com as pessoas, apoio às empresas e medidas gerais de recuperação.

Apesar dos esforços de reconstrução, a região continua tentando se reerguer, enfrentando os desafios impostos pela maior enchente da história do estado, com a presença dos cadáveres de animais sendo um símbolo da destruição que ainda persiste.

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