Rosângela Dobbro destacou os cerca de 85 mil tele-ECGs, além da expansão da teledermatologia e redução das filas no Estado
O avanço da telessaúde em Mato Grosso do Sul foi destaque no Café da Manhã, da 96 Caçula, nesta terça-feira, 24. A entrevistada foi a coordenadora do setor na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Rosângela Dobbro, que detalhou os resultados expressivos alcançados pelo programa no último ano.
Segundo Rosângela, Mato Grosso do Sul lidera a cobertura de telessaúde na região Centro-Oeste que engloba Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, e registrou crescimento superior a 500% nos atendimentos. Um dos destaques é o tele-ECG, que realizou cerca de 85 mil exames somente no ano passado.
De acordo com a coordenadora, o serviço de tele-ECG permite que o exame seja feito em qualquer município e o laudo emitido por especialista em poucos minutos, garantindo agilidade no atendimento, especialmente em casos suspeitos de infarto.
“O médico solicitante recebe o resultado rapidamente, o que fortalece a prevenção e dá mais segurança na condução clínica”, explicou. Em muitos municípios, o equipamento está disponível tanto nas unidades de atenção primária quanto em hospitais que atendem pelo SUS, agilizando diagnósticos antes mesmo da consulta emergencial.
Outro avanço citado foram as mais de 18 mil teleinterconsultas realizadas, ampliando o acesso a especialistas e fortalecendo a atenção primária. A ferramenta permite que médicos da rede básica troquem informações com especialistas, evitando deslocamentos desnecessários de pacientes e reduzindo custos ao sistema público.
Segundo Rosângela, essa integração tem promovido mudança na rotina dos profissionais de saúde e mais resolutividade nos atendimentos locais.
A teledermatologia já está presente em 28 municípios e a meta é ampliar o serviço para os 79 municípios sul-mato-grossenses. O sistema permite a captura de imagens de lesões de pele, que são avaliadas por especialistas, contribuindo para a triagem de casos e a chamada “higienização” das filas de espera.
Embora a redução total das filas seja um desafio constante, a coordenadora afirma que a ferramenta tem proporcionado diminuição significativa na demanda reprimida. “À medida que qualificamos o serviço, também aumentamos a procura, mas temos relatos concretos de redução no tempo de espera”, destacou.
Rosângela reforçou que a telessaúde se consolidou como ferramenta estratégica para ampliar o acesso, otimizar recursos e levar atendimento especializado a regiões mais distantes, fortalecendo o Sistema Único de Saúde em Mato Grosso do Sul.


