Geral – 09/03/2013 – 07:03
As contas de energia elétrica ficaram 15,17% mais baratas em fevereiro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item puxou a desaceleração da inflação no mês, que ficou em 0,60% , após alta de 0,86% em janeiro. O movimento reflete boa parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor desde 24 de janeiro.
Com peso de 3,18%, o item energia elétrica deu uma contribuição de -0,48 ponto porcentual no IPCA de fevereiro. Junto com a queda de 3,91% verificada no índice de janeiro, as contas de energia elétrica ficaram 18,49% mais baratas em 2013.
Em fevereiro, o item mais do que compensou os expressivos aumentos registrados no aluguel (2,26%) e no condomínio (1,33%) no mês. Como resultado, o grupo Habitação registrou deflação de 2,38% em fevereiro, com impacto de -0,35 ponto porcentual sobre o IPCA do período. Em janeiro, o grupo Habitação já tinha registrado queda de preços de 0,20%.
Educação
As despesas com educação aumentaram 5,40% em fevereiro, representando a maior variação de grupo no IPCA no mês. O impacto do grupo foi de 0,24 ponto porcentual sobre a taxa de 0,60% do IPCA de fevereiro, como resultado dos reajustes do início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram 6,91% em fevereiro, o que resultou no item de maior impacto individual no IPCA do mês, com uma contribuição de 0,19 ponto porcentual.
AE
Na passagem de janeiro para fevereiro, o tomate ficou 20,17% mais caro
Alimento e bebida
O grupo Alimentação e Bebidas desacelerou o ritmo de alta de preços, passando de uma variação positiva de 1,99% em janeiro para uma alta de 1,45% em fevereiro. No entanto, o grupo ainda deu a maior contribuição para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês, com um impacto de 0,35 ponto porcentual na taxa de 0,60%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a desaceleração, o grupo foi responsável por 58% do índice de fevereiro.
Na passagem de janeiro para fevereiro, o tomate ficou 20,17% mais caro, devido a problemas climáticos. Em janeiro, o tomate já havia subido 26,15%, totalizando um avanço de 51,60% apenas nos dois primeiros meses de 2013. “Alimentação continua pressionando muito, mesmo tendo desacelerado em relação ao ano anterior”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
Outros produtos que ficaram mais caros, no mesmo período, foram cenoura, açaí, farinha de mandioca, cebola, feijão-fradinho, batata inglesa, feijão-carioca, hortaliças e verduras, frango em pedaços, entre outros.
Fonte: IG Notícias


