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Conselho Nacional demite ex-procurador-geral do MP

30/07/2013 – Atualizado em 30/07/2013

O ex-procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul Miguel Vieira tem envolvimento em esquema de corrupção

Por: G1/MS

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, nesta terça-feira (30), aplicar pena de demissão ao ex-procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul Miguel Vieira. A decisão é referente ao processo sobre o envolvimento do procurador em esquema de corrupção e fraude em licitações públicas em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. Ao G1, Vieira nega as acusações.

Em voto-vista, de acordo com o CNMP, o conselheiro Almino Afonso pediu, além da pena de demissão, as penas de aposentadoria compulsória e suspensão por 90 dias. Entretanto, os membros do CNMP seguiram o voto do relator do processo disciplinar avocado, conselheiro Adilson Gurgel, que determina apenas a demissão.

No voto, Gurgel diz que a investigação da operação Owari, da Polícia Federal (PF), comprovou que, entre 2008 e 2010, o ex-procurador-chefe recebeu dinheiro para acobertar ilícitos praticados pelo então prefeito de Dourados Ari Artuzi, o que configura corrupção.

Segundo Gurgel, escutas autorizadas judicialmente e depoimentos de testemunhas comprovam que Vieira, enquanto procurador-geral, interferiu no trabalho de membros do Ministério Público Estadual (MPE) com o objetivo de atender interesses de governantes e, assim, receber vantagens. Isso configura tráfico de influência, de acordo com o relator.
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Julgamento de processo disciplinar de ex-chefe do MP de MS é adiado

Além disso, o relator destaca que também ficou comprovada a improbidade administrativa, já que Vieira teria recebido vantagem patrimonial em razão do cargo que ocupava.

O ex-procurador-geral foi condenado pelo CNMP por corrupção qualificada, tráfico de influência e improbidade administrativa. Agora, o processo será enviado ao MPE para a abertura de ação civil para perda do cargo e de ação civil de improbidade administrativa.

Miguel Vieira afirma que vai aguardar a publicação do acórdão para avaliar o que vai fazer. “Agora deverei ser processado. Eles [membros do CNMP] acham que eu devo perder o meu cargo e agora eu vou ser processado normalmente. Eu não tenho medo, porque em um processo existe uma coisa chamada ampla defesa”, garante.

Sobre as acusações, o procurador afirma que serão discutidas no momento oportuno, no devido processo legal. “Eu nego todas elas, porque foi uma idiotice, que não se pode levar adiante.”

Miguel Vieira da Silva foi procurador-chefe entre2008 e 2010 (Foto: Arquivo/G1 MS)

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