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Três Lagoas
terça-feira, 3 de novembro, 2026

Comitê reforça ações contra o Aedes aegypti e registra 201 participantes em atividades de prevenção em Três Lagoas

7ª reunião do ano apresentou dados epidemiológicos, vacinação, ações de Endemias e mobilização do projeto Wolbachia no município

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta quinta-feira, 17, a 7ª reunião do Comitê de Mobilização e Combate ao Aedes aegypti de 2026. O encontro reuniu representantes de diferentes setores para avaliar as ações realizadas no município e discutir estratégias de prevenção e controle da dengue, chikungunya e outras arboviroses.

A reunião foi aberta pela presidenta do Comitê, Geórgia Medeiros de Castro Andrade, que destacou a importância da integração entre os diferentes setores envolvidos no combate ao mosquito transmissor das doenças.

Durante o encontro, foram apresentados dados e ações desenvolvidas pelas áreas de Vigilância Epidemiológica, Imunização, Endemias, Entomologia e Promoção da Saúde.

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO E VACINAÇÃO

A atualização do cenário epidemiológico de Três Lagoas, incluindo os registros de dengue e chikungunya, foi apresentada por Adriana Spazzapan. Na sequência, Humberta Azambuja apresentou informações relacionadas à vacinação contra a dengue e às estratégias de imunização adotadas no município.

As equipes de Endemias também detalharam as ações realizadas para reduzir a presença do mosquito, incluindo visitas domiciliares, bloqueios de casos, bloqueios químicos, levantamentos de índice rápido do Aedes aegypti e mutirões de limpeza.

MONITORAMENTO DO MOSQUITO

A área de Entomologia apresentou as estratégias utilizadas para acompanhar a presença do Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade. Entre as ferramentas utilizadas estão a análise de larvas e pupas, larvitrampas e ovitrampas, que auxiliam as equipes no monitoramento da presença e da reprodução do mosquito.

WOLBACHIA MOBILIZA POPULAÇÃO

As ações de Promoção da Saúde, apresentadas por Aline Martins Oliveira, também foram destaque durante a reunião. Entre as iniciativas está o trabalho de mobilização relacionado ao projeto Wolbachia, que busca ampliar o envolvimento da população nas estratégias de controle das arboviroses.

Nas atividades realizadas recentemente nas Unidades de Saúde da Família Paranapungá, Joel Neves e Miguel Nunes, foram registrados 201 participantes. A proposta é ampliar a participação da comunidade nas ações de prevenção e estimular os moradores a adotarem medidas que reduzam os ambientes favoráveis à proliferação do mosquito.

CERTIFICAÇÃO PARA INSTITUIÇÕES

O Comitê também incentiva a participação de escolas e outras instituições nas ações de prevenção. Unidades que desenvolvem atividades de conscientização, prevenção e combate ao Aedes aegypti em seus próprios espaços podem receber uma certificação do Comitê de Mobilização e Combate ao Aedes aegypti.

A iniciativa busca ampliar o trabalho de prevenção para além das equipes de saúde, incentivando instituições a promoverem orientações e ações permanentes de combate ao mosquito.

SAÚDE MENTAL TAMBÉM ENTRA NA DISCUSSÃO

A reunião também abordou o Setembro Amarelo, reforçando a importância de considerar a saúde mental dentro do cuidado integral da população.

Durante a discussão, foi destacado que algumas consequências das arboviroses podem permanecer mesmo após o período inicial da infecção. No caso da chikungunya, por exemplo, dores persistentes e limitações de mobilidade podem afetar a rotina, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes.

Em situações de maior impacto, essas condições podem contribuir para o isolamento social e o sofrimento emocional, reforçando a necessidade de atenção à saúde mental durante o processo de recuperação.

AÇÕES CONTÍNUAS

O Comitê de Mobilização e Combate ao Aedes aegypti tem entre suas atribuições acompanhar o cenário das arboviroses e estabelecer estratégias de prevenção e controle.

O trabalho envolve o planejamento de ações permanentes contra dengue, Zika e chikungunya, além da articulação entre diferentes setores para garantir respostas rápidas diante de situações que possam representar risco de aumento dos casos.

A reunião reforçou que o combate ao mosquito depende da atuação conjunta entre poder público, instituições e população, com ações de prevenção mantidas de forma contínua ao longo do ano.

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