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Com polo industrial, BR-262 deve ser duplicada e privatizada

Há quase três anos, tentativa de privatização fracassou por falta de interessados, mas está na mira

02/01/2020 13h05
Por: Correio do Estado

MATO GROSSO DO SUL -O anúncio – no dia 13 de dezembro de 2019 – da instalação de uma unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo fez o Governo do Estado reforçar a necessidade de serem realizadas obras de duplicação na BR-262, entre o município de Campo Grande e Três Lagoas.

Há quase três anos a intenção de privatizar a rodovia naufragou por falta de interessados. Na época, o governo pediu R$ 2,5 bilhões para concessão dos 327 quilômetros da BR. Estudos realizadospelo Ministério dos Transportes, à época do processo de concessão, apontavam que o fluxo da BR-262 era de aproximadamente 3 mil veículos/dia em 2015.

Já segundo projeções da pasta, no anteprojeto elaborado em 2017 para licitação da recuperação da via a previsão era de que em 2018 deveriam circular por dia pela rodovia 4.184 veículos, sendo 1.945 automóveis e 2.239 ônibus e caminhões. Deste total de caminhões e ônibus, 1.189 vão ser carretas e bi-trens ou veículos maiores.

Havia a expectativa de aumento do fluxo de caminhões por causa do uso da BR pela Fibria e a Eldorado Celulose, localizadas em Três Lagoas.

Também houve expectativa de fluxo maior de veículos com a criação de pólo moveleiro em Água Clara e desta fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo, já esperada desde 2017.

Com a concretização desta proposta e do anúncio de que a Suzano vai adquirir 106 mil hectares no município, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semadro), Jaime Verruck avalia o cenário de forma positivo. “Temos um problema evidente na (BR) 262 que é a questão do tráfego. Tentou-se fazer uma PPP (Parceria Público-Privada) e a ideia é que com esse novo projeto se viabilize a possibilidade. É necessário fazer investimentos, não há como não fazê-los, como a transposição de cidades, temos que mexer muito rapidamente com a capacidade da 262”, destacou.

Verruck explicou que “de Três Lagoas a Água Clara está sendo feita a terceira pista, mas tem que ser completada, tem que ser de Campo Grande a Três Lagoas para suportar volume de carga. Isso é uma preocupação para não montar uma indústria e ter um gargalo logístico”.

Estudos do Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes (Dnit) apontaram que seriam necessários 28 pontos com a terceira faixa, totalizando 32,06 quilômetros, somente nos 187 quilômetros entre Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Sem considerar as travessias urbanas.

RECUPERAÇÃO

No ano passado foi anunciada e assinada a ordem de serviço para as obras de recuperação e modernização da BR 262 ao custo de R$ 150 milhões, sendo a construção do trevo para Santa Rita do Pardo e recuperação de 191,04 quilômetros da rodovia. Além da recuperação da camada asfáltica, a previsão de serem construídos acostamentos e mais 32 quilômetros de terceiras faixas.

Só que novembro de 2018 passado a obra entrou em marcha lenta, quase foi paralisada. Em maio do ano passado foi retomada com várias frentes de trabalho.

Com novas fábrias na região do Bolsão, obras na estrada devem se concretizar

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