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quinta-feira, 26 de março, 2026

Cesta básica tem leve alta em Campo Grande em setembro

Pesquisa do Dieese e Conab aponta aumento de 1,55% na capital, enquanto maioria das capitais registra queda nos preços

O preço da cesta básica apresentou elevação de 1,55% em Campo Grande no mês de setembro, contrariando a tendência nacional de queda registrada em 22 capitais brasileiras. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, o levantamento passou a incluir todas as 27 capitais do país – antes, eram apenas 17.

Em nível nacional, as principais reduções no custo da cesta ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Além de Campo Grande, outras capitais com aumento foram Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%) e Macapá (0,03%).

O maior valor médio da cesta foi observado em São Paulo (R$ 842,26), seguida por Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22). Já os menores preços foram registrados nas capitais do Norte e Nordeste: Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27).

Na comparação com setembro de 2024, entre as 17 capitais já pesquisadas à época, todas registraram alta, com variações entre 3,87% (Belém) e 15,06% (Recife). No acumulado de janeiro a setembro de 2025, 12 capitais apresentaram aumento e 5 tiveram queda. As maiores elevações ocorreram em Recife (4,69%), Porto Alegre (3,54%) e Salvador (3,06%), enquanto as principais reduções foram em Brasília (-3,15%) e Goiânia (-3%).

Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas em setembro deveria ter sido de R$ 7.075,83, equivalente a 4,66 vezes o mínimo atual (R$ 1.518). No mesmo mês do ano passado, o valor estimado era de R$ 6.657,55 (4,71 vezes o mínimo vigente à época, de R$ 1.412).

Produtos

Entre os alimentos, o tomate apresentou queda em 26 das 27 capitais, com variações que vão de -47,61% em Palmas a -3,32% em Campo Grande. Apenas Macapá (4,41%) teve alta.

O arroz agulhinha também recuou em 25 capitais, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). Em Vitória, houve alta de 1,29%, e em Palmas, o preço médio não variou.

O café em pó diminuiu em 14 capitais e aumentou em 13. As maiores reduções foram registradas no Rio de Janeiro (-2,92%) e em Natal (-2,48%), enquanto São Luís (5,10%) e Campo Grande (4,32%) apresentaram as maiores altas.

Já o quilo da carne bovina de primeira subiu em 16 capitais e caiu em 11. As altas mais expressivas ocorreram em Vitória (4,57%), Aracaju (2,32%) e Belém (1,59%). Entre as quedas, destaque para Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%).

Segundo o Dieese, “a oferta limitada, principalmente pela estiagem, explica a alta de preços. Ao mesmo tempo, a baixa demanda pressionou os valores para baixo em algumas cidades”.

Em relação ao café, o órgão destacou que o preço internacional aumentou, impulsionado pela alta no mercado norte-americano e pela oferta limitada mundial. Mas, internamente, os altos valores nos supermercados reduziram a demanda, o que freou os preços em parte das capitais”.

Fonte: Agência Brasil

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