12/01/2017 – Atualizado em 12/01/2017
Por: Rayani Santa Cruz
Foi na madrugada do dia 10 de janeiro, por volta das 03h30, que um cabeleireiro identificado como Caio Henrique Cruz Lopes de 27 anos, acabou sendo espancado e roubado, logo depois que usou o banheiro da Praça Ramez Tebet, em Três Lagoas. A suspeita inicial é de que ele tenha sido agredido por conta de sua orientação sexual.
A equipe de reportagem da Rádio Caçula conversou com a vítima, onde a mesma contou que estava na praça com amigos e quando todos foram embora ele teria ido usar o banheiro público do local, nesse trajeto a vítima foi abordada por um indivíduo que pediu um isqueiro emprestado. Após usar o banheiro e tentar seguir para a casa, Caio Lopes pediu de volta o objeto e sem motivos aparentes começou a ser agredido por duas pessoas. Ele levou chutes, socos, e passou a apanhar com objetos, sendo que até o retrovisor de sua moto fora quebrado e tacado em sua cabeça, o que ocasionou um corte profundo.
Ainda segundo a própria vítima, os agressores utilizaram de um capacete, pedaço de pau e até mesmo uma pedra para cometer o ato. Ele afirmou que a dupla queria tirar a sua vida, e só não o fizeram porque o mesmo parou de tentar revidar e fingiu-se de morto.
Seguido as agressões praticamente desmaiado, o cabeleireiro foi jogado em uma espécie de vala nas proximidades da praça na avenida Rosário Congro. Ele disse ainda que ouviu os agressores dizendo “já morreu essa bicha, não vai fazer falta no mundo”. Os homens ainda pegaram a motocicleta da vítima e empreenderam fuga do local.
Segundo Caio Lopes, ele foi achado cerca de 50 minutos depois, ensanguentado e desacordado, sendo socorrido por populares que passavam na via.
A suspeita dos familiares é de que Caio tenha sido vítima de homofobia e por conta de sua orientação sexual. Ele foi encaminhado até o Hospital Auxiliadora, onde ficou internado até sob observação. Um boletim de ocorrência também foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário. A motocicleta de placas de Andradina-SP foi encontrada abandonada posteriormente por uma equipe de policiais.
A avó do cabeleireiro cedeu entrevista a Rádio Caçula, onde afirmou estar muito triste com a situação e com medo de que isso possa acontecer com outros homossexuais, haja visto, que há alguns meses um outro amigo do cabeleireiro e estudante da UFMS também apanhou por questões homofóbicas.
No momento amigos e familiares compartilham da dor em redes sociais, declarando apoio a vítima e mostrando a indignação com o tal ato de violência. A vítima, está tomando fortes remédios para dor e continua em repouso em casa. Os familiares querem justiça e que os autores sejam identificados o mais rápido possível.

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