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Britânica relata luta contra vício em tomar veneno

Saúde – 07/05/2013 – 17:05

A britânica Amy Ratnett tinha 21 anos quando tomou veneno pela primeira vez, numa tentativa de suicídio. Por sorte ficou apenas na tentativa, mas seis anos depois ela tenta se recuperar do que se tornou um vício – o autoenvenenamento.

“A primeira vez foi uma tentativa de suicídio. Eu realmente queria morrer, mas depois disso comecei a tomar overdoses como forma de autoagressão”, conta Ratnett à BBC.

“Eu chegava em casa do trabalho no fim do dia na sexta-feira, tomava uma overdose, chamava a ambulância, passava o fim de semana no hospital e voltava ao trabalho na segunda-feira como se nada tivesse acontecido”, relata.

Segundo ela, o tratamento médico para desintoxicação do veneno a deixava em agonia, o que por sua vez a levava a repetir suas ações.

Dados do sistema de saúde público britânico indicam que o número de internações no país pelo consumo deliberado de veneno aumentaram 50% na última década.

Durante o ano de 2011, houve mais de 114 mil casos na Inglaterra, no País de Gales e na Irlanda do Norte.

Segundo o Royal College of Psychiatrists, o consumo intencional de veneno é a forma mais comum de autoagressão atendido em hospitais.

Especialistas advertem que o consumo de veneno pode levar à falência de órgãos e em alguns casos pode ser fatal.

Ajuda

O problema levou a Cruz Vermelha Britânica a lançar uma campanha para orientar jovens a ajudar amigos nessa situação, com dicas de primeiros socorros.

Segundo Paul Donnelly, diretor de campanhas da organização, uma das questões importantes ao encontrar alguém que possa ter consumido substâncias nocivas é “descobrir o que eles tomaram, quando tomaram e quanto tomaram” e chamar imediatamente os serviços de emergência.

“Se a pessoa não consegue dizer o que tomou, é possível verificar se há algum frasco ou embalagem vazia próxima. Essa informação pode realmente ajudar a salvar a vida de alguém”, afirma.

Para Amy Ratnett, é importante saber que existe ajuda ao alcance para superar o problema.

“Não quero nunca mais passar por aquela dor, ou submeter minha família a isso novamente”, diz.

“É bom saber que você não está sozinha, que existe apoio do outro lado. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha”, observa.

Fonte: G1

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