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Bebê de um ano tem queimaduras de 2º grau com água de chuveiro em creche

Geral – 30/05/2012 – 13:05

Um menino que completou um ano no início de maio teve o peito, a barriga, mãos e pernas queimadas durante o banho em uma creche de Sorocaba (98 km de São Paulo). A criança foi internada no Hospital Regional da cidade com queimaduras de segundo grau. A família acusa a instituição de negligência com a criança.

A avó do menino, Silvia de Barros, contou que foi a primeira a saber do acidente. “Me ligaram da creche dizendo que o bebê tinha sido levado para o hospital. Liguei para a mãe dele e corremos para lá. Está sendo uma situação muito complicada porque ele ainda mama, é indefeso”, disse.

A família registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal culposa, quando não há a intenção de agredir. O caso agora será investigado pela Polícia Civil. Segundo o delegado seccional adjunto, José Antônio Belotti, já foi solicitado um exame de corpo de delito no menino, e todos os envolvidos deverão prestar depoimento para verificar se houve imprudência ou negligência das professoras e funcionários da entidade.

Sandra Machado de Freitas, presidente da Coeso (Centro de Orientação Educacional e Social), ONG que mantém a creche, disse admitir que houve uma fatalidade durante o banho do bebê. “O chuveiro teve um curto na resistência, o que fez com que a água ficasse muito quente. A professora tirou o bebê às pressas da água e providenciamos todos os primeiros socorros”, informou.

Ela disse ainda que, depois disso, uma empresa especializada em manutenção foi acionada para fazer um laudo sobre a causa do acidente. O resultado aponta o problema com o chuveiro e informa que toda a fiação elétrica da creche está em perfeito estado.

“Mesmo assim, providenciamos a troca dos sete chuveiros da entidade, justamente para evitar um novo acidente. Colocamos chuveiros com potência menor, que têm menos aquecimento”, disse Sandra.

A presidente da Coeso informou ainda que a ONG se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária à família. Esse é justamente o ponto que mais preocupa a avó do bebê.

“A mãe dele está sem trabalhar, e disseram que o tratamento pode ser demorado. O que vamos fazer se ela tiver que ficar com o menino em tempo integral? Precisamos de ajuda.” Ainda não há previsão de alta. De acordo com a mãe, o menino demonstra estar ainda bastante assustado e se alimenta muito pouco.

Fonte: Bol

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