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terça-feira, 17 de fevereiro, 2026

Bairros de Três Lagoas participarão de programa nacional contra a Leishmaniose

29/06/2014 – Atualizado em 29/06/2014

Serão distribuídas as coleiras Scalibor para os cães, elas servem para prevenção da doença

Por: Ray Santa Cruz

Antonio Luis Teixeira Empke, diretor do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Três Lagoas, explanou sobre a participação do município em um programa nacional promovido pelo Ministério da Saúde, onde serão feitos trabalhos de combate e prevenção à Leishmaniose canina.

Foram escolhidas 15 cidades endêmicas em todo o Brasil, Conforme o diretor o programa faz parte de um trabalho desenvolvido pela Fundação Osvaldo Cruz do Rio de Janeiro e pelo Ministério. Três Lagoas é a única do Mato Grosso do Sul na lista de participação. Com três casos de leishmaniose humana registrados em 2014, o trabalho do CCZ é manter o número em baixa e tentar combater a doença que ataca cada vez mais os cães da cidade.

Para isso, algumas regiões onde o índice é maior, serão alvos de serviços como a vacinação anti-rábica, seguido da coleta de sangue para exame da leishmaniose e posteriormente haverá a entrega da coleira Scalibor para os cães com resultado negativo.

A região dos bairros da Vila Piloto, Jardim Guanabara, Parque São Carlos e São João, passarão pelo processo durante 2 anos a cada 6 meses. Os agentes de saúde, passarão nas residências, fazendo todo o serviço de porta em porta.

“Nós faremos o serviço domiciliar, onde o cão será vacinado contra a raiva, havendo a coleta de sangue em seguida para exame da Leishmaniose” explica Empke.

O diretor afirma que todos os meses haverá uma comparação e estudos de eficácia da coleira contra a doença que afeta tanto os cães quanto o ser humano. Os resultados e estudos serão enviados ao Ministério da Saúde e a Fiocruz. O animal fará o exame sanguíneo e somente se o resultado for negativo o proprietário receberá a coleira, haja vista também que o dono seja carente.

Como veterinário Antonio Empke explica que a contribuição do morador é fundamental para o desenvolvimento do programa e se for constatado uma melhora no índice o Ministério da Saúde irá contemplar o município com maiores doações para a população.

Sobre o tratamento da leishmaniose canina Empke é categórico e afirma que a mesma é proibida no município. Ele explica que são feitos dois exames de sangue pelo CCZ, e que a porcentagem de erro é mínima, sendo que o proprietário do cão também tem direito a fazer uma contraprova e apresentar ao órgão em um prazo de 15 dias.

Caso a contraprova tenha resultado negativo, o cão passará a ser monitorado, devido ao risco do chamado exame com resultado “falso negativo”, mas o mesmo não será recolhido pelo CCZ.

Doença

A leishmaniose pode se manifestar de duas formas: a visceral e a tegumentar. A leishmaniose tegumentar não leva o paciente à morte, mas causa lesões cutâneas e nasofaríngeas deformantes e dolorosas, dificultando a alimentação e diminuindo a capacidade para o trabalho. Podem aparecer dezenas de feridas que deixam cicatrizes muito marcantes no rosto, braços e pernas. A visceral é transmitida pelos mesmos mosquitos vetores da leishmaniose tegumentar, ou seja, do gênero Flebótomo. Provoca febre, ascite (barriga dágua), hepatomegalia (grande fígado), aumento do baço; emagrecimento, complicações cardíacas e circulatórias.

Recomendações

Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer.

Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo.

Cuide bem da saúde do seu cão. Ele poderá transformar-se num reservatório doméstico do parasita que será transmitido para pessoas próximas e outros animais não diretamente, mas por meio da picada do mosquito vetor da doença, quando ele se alimentado sangue infectado de um hospedeiro e inocula a Leishmania em pessoas ou animais sadios que desenvolvem a doença.
Lembre-se de que os casos de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial de saúde.

Foto: Reprodução

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