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Assassino da Noruega diz que defendeu o povo e que cometeria novo massacre

Internacional – 17/04/2012 – 09:04

Julgamento de Anders Breivik começou nesta segunda (16) e seguirá por dez semanas

Anders Behring Breivik, ultradireitista que está sendo julgado pela morte de 77 pessoas em julho do ano passado na Noruega, pediu nesta terça-feira (17) para ser libertado, no fim de seu depoimento no tribunal que o julga em Oslo. Breivik disse que atuou em defesa do povo norueguês contra a islamização do país e afirmou que cometeria um novo massacre.

“Os ataques de 22 de julho eram ataques preventivos para defender os noruegueses”, disse ao encerrar o testemunho de uma hora.

— Atuei em uma situação de emergência em nome do meu povo, da minha cultura e de meu país. E, portanto, peço para ser libertado.

Durante o discurso aos jurados, no segundo dia de julgamento, Breivik afirmou que voltaria a cometer o massacre de 22 de julho de 2011, no qual matou 77 pessoas em Oslo e na cidade de Uttoya.

— Sim, eu faria de novo.

Em seguida, afirmou que os adolescentes assassinados na ilha de Utoya que integravam a Juventude Trabalhista não eram “crianças inocentes”.

Também disse que passar o resto da vida na prisão ou morrer por seu povo representa “a maior honra”.

— Os jovens do Partido Trabalhista são ingênuos doutrinados, não eram crianças inocentes e sim militantes políticos.

Além de ter matado oito pessoas em Oslo, Breivik assassinou 69 pessoas em Uttoya, em sua maioria adolescentes que estavam em um acampamento de verão do partido.

— Matar 70 pessoas pode impedir uma guerra civil. As pessoas que me chamam de diabólico confundem ser diabólico com ser violento.

Breivik explicou que a diferença está na intenção: um certo tipo de violência pode servir, segundo ele, para impedir outra violência ainda maior.

— Quando a revolução pacífica é impossível, a única opção é a revolução violenta.

Em todo o depoimento, Breivik mencionou a palavra “nós” ao falar de sua causa, dando a entender que representa um movimento mais amplo.

Pouco antes, o tribunal de Oslo rejeitou um dos cinco jurados convocados para o processo contra Anders Behring Breivik, depois que as opiniões divulgadas por ele no ano passado provocaram dúvidas sobre sua imparcialidade.

Pouco depois dos ataques de julho do ano passado, Thomas Indreboe — um recepcionista que foi designado jurado pela sociedade civil de acordo com um mecanismo da justiça popular em vigor na Noruega — escreveu na internet: “A pena de morte é a única solução justa neste caso”.

Fonte: R7

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