25.1 C
Três Lagoas
segunda-feira, 27 de abril, 2026

Arroz e feijão estão mais caros, e seca deve pressionar mais os preços

05/07/2014 – Atualizado em 05/07/2014

De janeiro a maio deste ano, o prato predileto do brasileiro pesou mais no bolso

Por: R7

Comer arroz com feijão é um hábito dos brasileiros, mas esse costume está mais caro na mesa dos paulistas, segundo um levantamento da Apas (Associação Paulista de Supermercados), feito com base em dados do Índice de Preços dos Supermercados. Nos próximos meses, a tendência é que o preço do arroz se estabilize, mas o feijão deve ficar ainda mais caro por causa do clima seco no País.

De janeiro a maio deste ano o preço do arroz subiu 4,85% e o preço do feijão teve alta de 6,44%. No caso do arroz, o aumento se deve a um processo de pressão sobre os custos de produção (salários e demais fatores), diante da elevação geral dos preços medidos por meio da inflação oficial, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Apesar disso, os preços costumam apresentar variações ao longo do ano, e a tendência para os próximos meses é de estabilidade e até mesmo queda. Segundo gerente do departamento de Economia e Pesquisa da Apas, Rodrigo Mariano, os produtores, em um movimento de oferta e demanda com o objetivo de elevar o preço, vinham adiando a venda da colheita.

— Mas, como os preços subiram de maneira expressiva, houve redução na demanda pela indústria e pelos atacadistas, forçando a venda do produto, fato que tende a trazer os valores para patamares inferiores, contribuindo para uma inflação mais moderada.

Seca

No caso do feijão, o aumento nestes primeiros meses está relacionado a uma recomposição dos preços, já que em 12 meses o item apresentou retração de 43% nos preços.

No entanto, desde o fim de 2013 os valores estão sendo pressionados e, nos cinco primeiros meses deste ano, a inflação tem se intensificado.

A tendência, no caso do feijão, é de continuidade no processo de elevação do preço, diante do clima mais seco de 2014.

— Com o clima assim, os custos de produção se elevam, já que é necessária mais irrigação para manter a oferta e a qualidade do produto.

foto: divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Governo de MS lança manual inédito para fortalecer integridade e transparência na gestão pública

Documento elaborado pela Controladoria-Geral do Estado é um dos primeiros do país e orienta órgãos na implantação de programas de compliance

Chikungunya avança em MS com mais de 7,5 mil casos prováveis e 13 mortes confirmadas

Boletim da Secretaria de Saúde aponta aumento da doença em 2026, enquanto dengue segue com baixa incidência e sem óbitos no Estado

Procon-MS celebra 40 anos com ações sustentáveis e digitalização de processos

Órgão reforça compromisso ambiental ao reciclar toneladas de papel e adotar práticas de consumo consciente em Mato Grosso do Sul