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Três Lagoas
quinta-feira, 16 de abril, 2026

Após mais de 11 horas de julgamento, Justiça condena envolvidas em assassinato de mulher em Três Lagoas

Penas de Elma Virgínia da Silva Prado, Andrea Paloma Mendes de Souza, Daniela Garcia Gomes e Juliana da Silva Matos somadas ultrapassam 80 anos

Após mais de 11 horas de julgamento realizado nesta quarta-feira, 15, quatro mulheres foram condenadas pela morte de Érica Rodrigues Ribeiro, 29 anos, assassinada de forma brutal em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão foi presidida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, e as penas somadas ultrapassam 80 anos de prisão.

As rés foram consideradas culpadas por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de participação em organização criminosa.

A maior pena foi aplicada a Elma Virgínia da Silva Prado, condenada a 24 anos, três meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Andrea Paloma Mendes de Souza recebeu pena de 20 anos e 10 meses, também em regime fechado.

Já Daniela Garcia Gomes foi condenada a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Ela não compareceu ao júri e, conforme consta no processo, rompeu a tornozeleira eletrônica. Juliana da Silva Matos foi sentenciada a 16 anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto.

O caso, investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, remonta à madrugada de 2 de setembro de 2019 e envolveu diversos integrantes de uma facção criminosa.

Segundo a denúncia, a vítima foi sequestrada dentro de casa, levada à força e mantida em cárcere privado, onde foi submetida a um chamado “tribunal do crime”. Durante o período, os envolvidos realizaram reuniões por telefone, conhecidas como “radiações” para decidir o destino de Érica.

Após a decisão pela execução, a vítima foi levada para uma área afastada conhecida como “Cascalheira”, onde foi morta com 43 golpes de faca, atingindo regiões como pescoço, costas e nuca. Laudo pericial apontou que ela não teve qualquer chance de defesa, sendo imobilizada enquanto era atacada.

Ainda conforme o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma suspeita de abuso sexual atribuída à vítima. No entanto, as investigações não identificaram provas ou registros formais que sustentassem a acusação.

A apuração concluiu que a justificativa foi utilizada como pretexto para a execução, seguindo a lógica de atuação de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital.

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