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quarta-feira, 15 de abril, 2026

Acusadas vão a júri por sequestro e morte de mulher em 2019 em Três Lagoas

Primeiras acusadas pela morte de Érica Rodrigues Ribeiro enfrentam júri popular

Teve início às 9h30 da manhã desta quarta-feira, 15 o julgamento das cinco primeiras acusadas de envolvimento no sequestro e assassinato de Érica Rodrigues Ribeiro, de 29 anos, crime que chocou Três Lagoas em setembro de 2019. A sessão do Tribunal do Júri é presidida pelo juiz Rodrigo Pedrini.

De acordo com as investigações, Érica foi sequestrada no dia 2 de setembro de 2019 e encontrada morta no dia seguinte em uma área conhecida como “Cascalheira”, com múltiplos ferimentos causados por arma branca. A principal linha investigativa indica que o homicídio teria sido motivado por decisões internas de uma organização criminosa, caracterizando o chamado “tribunal do crime”.

Érica Rodrigues Ribeiro.

O caso mobilizou as forças de segurança à época e resultou na identificação de diversos envolvidos. Ao todo, cerca de 19 pessoas foram investigadas por participação direta ou indireta, incluindo execução, transporte da vítima e apoio logístico.

Durante o julgamento, devem ser ouvidas testemunhas, além da apresentação de provas e debates entre acusação e defesa. Cada uma das acusadas responde por sua participação individual no crime, e caberá ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição.

SOBRE O CASO

O assassinato de Érica Rodrigues Ribeiro, de 29 anos teve início na noite do dia 2 de setembro de 2019, quando Érica foi sequestrada após ter sua residência invadida por um grupo. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi levada à força em um veículo, em uma ação premeditada. No dia seguinte, 3 de setembro, o corpo foi encontrado em uma área conhecida como “Cascalheira”, nas proximidades do rio Sucuriú, com múltiplos ferimentos causados por arma branca.

As investigações avançaram rapidamente e revelaram um cenário ainda mais complexo. A principal linha investigativa apontou que o crime foi resultado de um chamado “tribunal do crime”, prática associada a organizações criminosas, em que integrantes decidem punições contra pessoas consideradas em desacordo com regras internas.

Como desdobramento das apurações, foi deflagrada a Operação Halloween, com o objetivo de cumprir 18 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A ação foi considerada um marco no caso, ao consolidar provas e ampliar a identificação dos envolvidos.

Durante a operação, a principal suspeita, uma mulher de 23 anos, conhecida no meio criminoso como “viúva negra” foi presa no dia 8 de outubro, no estado de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ela teria papel central na organização do crime.

As investigações apontaram que a execução teria sido ordenada por integrantes de uma facção criminosa, após a vítima ser acusada de um crime grave. Ao todo, 19 pessoas foram identificadas como participantes, sendo 13 ligadas diretamente à organização criminosa. Todos, conforme a apuração policial, teriam participado do “julgamento” e da execução.

Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o modo como o crime foi conduzido. De acordo com a Polícia Civil, a ação teria sido acompanhada em tempo real por meio de conferência telefônica, com participação de membros da facção distribuídos em diferentes cidades e exercendo funções de comando.

As investigações também revelaram conexões com outro crime de grande repercussão: o homicídio de Daniele Pereira Magalhães, de 17 anos, ocorrido em agosto de 2019 na cidade de Corumbá. Há indícios de que parte dos envolvidos no caso de Érica também participou de um suposto “tribunal do crime” relacionado à morte da adolescente.

A Operação contou com atuação integrada de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Civil e Militar, além do apoio da Polícia Federal. Equipes de municípios como Bataguassu, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Corumbá, Água Clara e até da cidade de Dracena, no interior paulista, participaram das diligências.

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