28.1 C
Três Lagoas
domingo, 28 de junho, 2026

Após 90 dias no hospital e com síndrome rara, menina ganha vestido, boneca favorita e volta a se alimentar

A criança de 3 anos possui síndrome rara e está internada em Campo Grande (MS). Ela teve melhora no quadro ao ganhar presentes e carinho, no aniversário de três anos.

09/04/2019 07h24
Redação: Graziela Rezende, G1 MS

Sem brilho algum, a roupa neutra do hospital foi substituída pelo azul acetinado do vestido, com mangas bufantes e uma longa trança branca, exatamente igual a personagem favorita da pequena Lara. Há 90 dias, por conta de uma síndrome rara, a menina passou por 2 hospitais e agora está internada em Campo Grande. Triste e sem vontade de comer, ela teve melhora no quadro ao ganhar presentes e carinho, no aniversário de três anos.

“O caso dela é grave e um dia a enfermeira nos ligou, dizendo para fazer algo porque ela não queria comer. A menina tem um ursinho de estimação, mas, nem como ele estava brincando mais. Nós então descobrimos que ela gostava do filme Frozen e planejamos tudo. Na hora, ela brincou, começou a sorrir e está voltando a comer. Agora, criei um vínculo e uma vez por semana vou visitá-la”,

  • Afirmou a auxiliar financeiro Letícia Juste, de 23 anos.

Na última sexta-feira (5), ela inclusive passeou com a fisioterapeuta pelos corredores do hospital. “Nós transmitimos amor para ela em uma situação difícil, o que a fez até querer andar e mandar beijos. Acho que é muito importante ajudar as pessoas quando estão em um momento triste. O projeto começou no ano passado e não é somente para criança, é quando temos oportunidade. Eu também vesti a roupa e é um momento muito especial”, ressaltou Juste.

Em Campo Grande, a menina está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 22 de março. No entanto, a batalha com a doença começou no início do ano. A mãe, Marlene da Silva Ribeiro, de 43 anos, conta que deixou a profissão para se dedicar a menina e inclusive a levou para fazer cirurgia, na capital paulista.

“Desde os 5 meses eu já notava uma diferença, uma fraqueza muscular nela e então começamos o acompanhamento com pediatra. Após exames, ele disse que não havia mais nada clínico e encaminhou para a neuro. Foram 8 meses de exames, ressonância, tomografia e elétro o diagnóstico de paralisia cerebral. A partir daí, ela passou dos 8 meses até 2 anos e 8 meses como se fosse uma paralisia”,

  • Ressaltou Marlene.

Ainda conforme a mãe, Lara começou a andar aos 1 ano e seis meses de idade. “Minha filha começou uma terapia avançada e, ao invés de ganhar, ela perdeu. A fisioterapeuta estava achando tudo muito estranho e pediu para me acompanhar em uma consulta na neuro. Foi pedido mais uma ressonância torácica e cervical, quando, em dezembro de 2018, o diagnóstico apontou que não era paralisia cerebral e sim um tumor intramedular”, comentou.

Com o novo diagnóstico, veio a necessidade da cirurgia. “Lá o médico já achou tardio e um procedimento de muitos riscos, só que era o único caminho a seguir, pois logo o tumor iria comprometer a musculatura respiratória. No dia 16 fez ela fez o procedimento que durou 11 horas e meia. Depois, minha filha permaneceu entubada, fez traqueostomia e, desde então, luta pela vida. Ela estava deprimida, triste e ficou muito feliz com o que aconteceu”, finalizou.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Chegou a hora da verdade: Brasil enfrenta o Japão em duelo eliminatório

A Seleção Brasileira volta a campo nesta segunda-feira (29) para iniciar sua caminhada no mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Após terminar a...

Carcará embala: Misto derrota o Aquidauanense por 2 a 0 e chega à liderança

O Misto Esporte Clube conquistou mais uma importante vitória na Série B do Campeonato Sul-Mato-Grossense. Jogando diante da torcida no Estádio Madrugadão, em Três...

Briga familiar termina em suspeito preso após agressão no Jardim das Paineiras

Discussão envolvendo responsabilidades com uma criança acabou saíndo do controle e homem de 42 anos foi detido após mulheres de 45 e 26 anos denunciarem agressões físicas