Leqembi, à base do anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo em pacientes com demência leve
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O remédio, denominado Leqembi, teve a liberação publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado e representa um avanço no cuidado com pessoas que apresentam os primeiros sinais da enfermidade.
Produzido com o anticorpo lecanemabe, o Leqembi é indicado para retardar o declínio cognitivo em pacientes com demência leve causada pela doença de Alzheimer. De acordo com o registro da Anvisa, o medicamento atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo é uma das principais características da doença. O produto é apresentado na forma de solução para diluição e infusão intravenosa.
A eficácia clínica do medicamento foi avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com Alzheimer em estágio inicial, todas com presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o Leqembi ou um placebo durante o período de análise.
Segundo a Anvisa, a principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses de tratamento, avaliada por meio da escala de demência CDR-SB, utilizada para medir a gravidade da doença de Alzheimer. A escala considera aspectos que indicam o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária do paciente.
Os resultados mostraram que, no subgrupo de 1.521 pessoas analisadas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação aos que receberam placebo, indicando uma progressão mais lenta dos sintomas.
Com informações da Agência Brasil


