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Americano encontra doadora de rim pelo Facebook

Internacional – 02/01/2012 – 14:01

As redes sociais adquiriram uma nova função para a medicina: o espaço é usado para encontrar doadores de órgãos. Sites como o Facebook se tornaram úteis principalmente para os transplantes de rim e fígado, que podem ser feitos entre pessoas vivas.

É o caso do norte-americano Damon Brown, de Seattle. Enquanto esperava na fila do transplante, com sessões regulares de diálise, ele fez uma página no Facebook com o nome de “Damon Kidney” (rim de Damon, em inglês), procurando doadores. Amigos e familiares compartilharam e passaram o pedido para frente.

Nesta terça-feira (3), Damon receberá o rim de uma conhecida de sua mulher, que não era uma amiga muito próxima da família. “Ela disse que não era exatamente por mim. Era pelos meus filhos, porque eles merecem ter um pai por perto”, disse o homem de 38 anos, que tem dois meninos, um de três e outro de cinco anos.

Para poder fazer a doação, Jacqueline Ryall, de 45 anos, teve que passar por exames para conferir se o órgão era compatível e se sua saúde estava bem.

“Estou fazendo isso porque ele tem filhos e é um homem bom”, confirmou a doadora. Ela diz que pesquisou bastante e que não tem medo de sofrer problemas de saúde devido à doação. “No momento, está muito claro para mim que estou fazendo a coisa certa”, acrescentou.

Outros casos

Do outro lado dos EUA, em East Haven, Connecticut, quem passou por um caso semelhante garante que a experiência é positiva. “Foi a melhor coisa que já fiz na minha vida. Eu queria ter mais [rins]; se tivesse, faria de novo”, afirmou April Capone.

Há dois anos, ela atendeu a um pedido – também via Facebook – de Carlos Sanchez, que ela mal conhecia na época. “Na hora em que vi o post sabia que seria uma doadora”, contou April. Hoje, os dois se falam quase todos os dias.

Em 2011, outros dois transplantes aconteceram nos EUA com ajuda da internet. Um doador foi encontrado pelo Facebook e o outro pelo Craigslist, um site de anúncios gratuitos.

“Queremos ver mais e mais pessoas se encontrando pelas redes sociais”, disse April Paschke, da Rede Unida para o Compartilhamento de Órgãos, uma organização sem fins lucrativos que ajuda o governo dos EUA a coordenar o sistema de transplantes.

“É uma extensão da maneira que temos de nos comunicar. Antes de descobrirmos a internet, as pessoas encontravam outras maneiras: boletins da igreja, boca a boca ou até anúncios”, comparou Paschke.

Fonte: G1

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