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terça-feira, 3 de fevereiro, 2026

Alunos de 6 a 10 anos seguem mais atrasados do que no período pré-pandemia aponta IBGE

Levantamento mostra que proporção de crianças na série correta ainda não retornou ao nível de 2019

Nove em cada dez crianças de 6 a 10 anos estavam na série adequada de ensino em 2024. O dado, que corresponde a 90,7% do total, praticamente repete o resultado de 2023, quando o índice foi de 90,8%, mas ainda permanece abaixo do cenário pré-pandemia. Em 2019, antes dos impactos da covid-19, 95,7% das crianças dessa faixa etária estavam na etapa correta de escolarização.

As informações integram a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa utiliza a taxa ajustada de frequência escolar líquida, indicador que mede a proporção de estudantes que frequentam ou já concluíram a etapa de ensino adequada à idade.

Por causa da pandemia, o levantamento não foi realizado em 2020 e 2021. Em 2022, o índice havia alcançado 91,9%, número que já mostrava sinais de recuperação, mas ainda insuficiente para retornar ao patamar anterior à crise sanitária.

A analista do IBGE Luanda Chaves Botelho explica que o atraso é reflexo direto do período pandêmico. Segundo ela, o principal fator é o ingresso tardio das crianças na pré-escola, o que comprometeu também a entrada no ensino fundamental. A frequência na pré-escola é obrigatória a partir dos quatro anos para crianças que fazem aniversário até 31 de março.

No grupo de 11 a 14 anos, a proporção de estudantes na série adequada chegou a 89,1% em 2024. O índice superou o registrado antes da pandemia, que era de 87,4%, mas ainda está distante da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação. O PNE determina que 95% das pessoas de 14 anos concluam o ensino fundamental.

Outro objetivo do plano que ainda não foi atingido está relacionado ao acesso de crianças menores de cinco anos à educação. Entre os pequenos de até três anos, 39,7% frequentavam creches em 2024. A meta é de 50%. Apesar de ainda distante do ideal, o percentual é o maior da série histórica iniciada em 2016. No primeiro ano da pesquisa, 30,3% das crianças dessa faixa etária estavam matriculadas, enquanto em 2023 a proporção era de 38,6%.

Entre as crianças de quatro e cinco anos, 93,5% estavam na pré-escola em 2024. O resultado também é o mais alto desde o início do levantamento, que registrou 90% em 2016. A meta, no entanto, prevê a universalização do atendimento.

Os motivos apontados para a ausência de crianças de até cinco anos da escola revelam que a maior parte dos casos ocorre por decisão dos pais ou responsáveis. Entre os pequenos de até três anos, 59,9% estavam fora da creche por escolha familiar e 33,3% por falta de vaga ou ausência de instituição que aceitasse a matrícula. No grupo de quatro e cinco anos, 48,1% estavam fora por opção da família e 39,4% devido à indisponibilidade de vagas.

A pesquisa também mostra que a média de anos de estudo entre pessoas de 18 a 29 anos chegou a 11,9 anos em 2024. Em 2016, essa média era de 11,1 anos. A meta do Plano Nacional de Educação, porém, determina que o país alcance 12 anos de estudo na faixa etária.

O levantamento revela ainda desigualdades internas. Jovens brancos têm média de 12,5 anos de estudo, enquanto pretos e pardos registram 11,5 anos. A renda também influencia o cenário. Os 25% mais pobres apresentam média de 10,6 anos de estudo e os 25% mais ricos, 13,5 anos.

com informações Agência Brasil

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