26.3 C
Três Lagoas
terça-feira, 17 de fevereiro, 2026

Abertura do ano legislativo aponta avanço no debate sobre jornada de trabalho

Presidente da Câmara destaca redução da jornada de trabalho, regulação de aplicativos, segurança pública e combate ao feminicídio como prioridades do semestre

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (2), durante a sessão solene de abertura do ano legislativo, que o Congresso deve acelerar o debate sobre o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. Segundo ele, a discussão precisa avançar com “equilíbrio e responsabilidade”, ouvindo trabalhadores e empregadores.

“Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, destacou Motta em seu discurso no plenário.

Atualmente, diferentes propostas sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 tramitam simultaneamente na Câmara dos Deputados e no Senado. Em dezembro do ano passado, uma subcomissão especial da Câmara aprovou a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1.

Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avançou no tema e aprovou, também em dezembro de 2025, o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, além da redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, sem redução salarial. A proposta deverá ser analisada pelo plenário da Casa ao longo deste ano.

O assunto é considerado prioridade absoluta do governo federal em 2026 e foi destacado na Mensagem ao Congresso Nacional entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início da abertura dos trabalhos legislativos. De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), existe a possibilidade de o próprio Executivo encaminhar um projeto sobre o tema.

“Vamos tentar dialogar para avançar nos projetos que já estão em tramitação, mas não se descarta o envio de um projeto próprio do governo”, afirmou Randolfe.

Na semana passada, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que o governo avalia apresentar uma proposta para unificar os projetos existentes sobre o fim da escala 6×1, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre.

Durante o discurso, Hugo Motta também ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a regulação do trabalho por aplicativos, pauta que também integra a agenda do governo federal.

“Vamos aprofundar as discussões sobre a relação entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais, buscando conciliar produtividade, direitos e desenvolvimento”, afirmou.

Além disso, o presidente da Câmara destacou que a agenda legislativa do semestre começa com a votação da Medida Provisória que instituiu o Programa Gás do Povo, voltado a cerca de 15 milhões de famílias de baixa renda. Após o Carnaval, a expectativa é avançar na PEC da segurança pública e no fortalecimento das políticas de combate ao feminicídio.

“É nossa obrigação priorizar o combate ao feminicídio, em parceria com todos os Poderes. Essa é uma agenda que não pode mais esperar”, concluiu.

com informações agência Brasil


Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

PGE lança ‘Manual de Conduta Eleitoral 2026’ com orientações a gestores públicos

Conforme o documento, apresentado na Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), o manual foi elaborado para apoiar os agentes públicos em suas áreas de atuação, com base em doutrina, jurisprudência e manifestações administrativas consolidadas.

Unidade móvel do Hemosul faz primeira ação em Ribas do Rio Pardo e coleta 273 bolsas de sangue

Primeiro município a receber a nova unidade móvel da Rede Hemosul, Ribas do Rio Pardo abriu o cronograma itinerante de coletas em MS

Pesquisa do Procon de MS mostra diferença de até 11% no valor do etanol em fevereiro

O levantamento considera dados coletados entre os dias 9 e 10 de fevereiro, em 35 postos distribuídos nas sete regiões administrativas da Capital.