Doença afeta a memória e outras funções cognitivas; campanha reforça a importância da prevenção, do diagnóstico e do cuidado com pacientes e familiares
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Em Mato Grosso do Sul, os números reforçam a importância da conscientização e do cuidado.
Segundo dados do Datasus, 337 pessoas morreram em 2025 no estado em decorrência de complicações relacionadas à doença. Isso representa, em média, uma morte a cada 26 horas. De 2022 a 2025, foram 1.303 óbitos registrados. Até maio deste ano, já havia 127 mortes.
Os dados ganham destaque durante o Agosto Verde, campanha voltada à conscientização sobre doenças mentais e neurodegenerativas. O objetivo é ampliar a informação, estimular a prevenção e orientar sobre a importância de buscar atendimento médico diante dos primeiros sinais.
O QUE É
O Alzheimer é uma doença degenerativa que provoca a perda progressiva de neurônios. Os primeiros sinais podem incluir esquecimentos frequentes, dificuldade para realizar tarefas habituais, alterações de comportamento, confusão com datas e lugares e dificuldade para se comunicar.
Com a evolução da doença, o paciente pode perder a autonomia e apresentar dificuldades em funções como a deglutição. Nessa fase, aumenta o risco de complicações, como engasgos e broncoaspiração, que podem levar a pneumonia e outros problemas graves.
Por isso, embora o Alzheimer seja a causa de base, muitas vezes o óbito ocorre em consequência das complicações associadas à evolução da doença.
PREVENÇÃO
Não existe, até o momento, uma forma garantida de impedir o desenvolvimento do Alzheimer. No entanto, há medidas que contribuem para a saúde cerebral e podem reduzir fatores de risco.
Entre as recomendações estão a prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além da redução do consumo de álcool e do abandono do tabagismo.
Atividades que estimulam o cérebro, como leitura, estudos, aprendizado de novas habilidades e convívio social, também podem contribuir para a reserva cognitiva.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico precoce é importante para identificar a doença, descartar outras causas de alterações de memória e iniciar o acompanhamento adequado.
Ao perceber mudanças persistentes na memória, no comportamento ou na capacidade de realizar atividades cotidianas, a orientação é procurar uma unidade de saúde e buscar avaliação médica.
CUIDADO
O cuidado não deve envolver apenas o paciente. Familiares e cuidadores também precisam de orientação, apoio e momentos de descanso, já que a evolução da doença pode exigir cuidados cada vez mais intensos.
O Alzheimer não atinge apenas a memória. Ele transforma a rotina de toda a família. Informar-se, identificar os sinais, procurar ajuda profissional e garantir um ambiente seguro e acolhedor são atitudes importantes para preservar a qualidade de vida e a dignidade da pessoa com demência.
Em caso de dúvidas ou mudanças na memória e no comportamento, procure uma unidade de saúde. Quanto antes houver avaliação e acompanhamento, maiores são as possibilidades de planejar os cuidados necessários.


