Entretenimento – 23/08/2012 – 13:08
O projeto Asas do CAN é uma iniciativa de um grupo de empresários de São Paulo, aviadores privados e proprietários de aeronaves leves. O projeto visa reeditar a primeira rota aérea do Correio Aéreo Nacional (CAN) no centroeste brasileiro, que partiu do Campo de Marte (SP) com destino a Vilhena (RO), no início da década de 1930.
O objetivo é homenagear o Correio Aéreo Nacional, importante instrumento de integração e cidadania, operado pela Força Aérea Brasileira (FAB), criado em 12 de junho de 1931, quando realizou sua primeira missão no trecho Rio-São Paulo-Rio, estendendo-se depois pelo Brasil.
O grupo partirá da capital paulista, Campo de Marte (SBMT), com escala em Bauru (SBBU), Penápolis (SDPN), Três Lagoas (SSTL), Campo Grande (SBCG), Coxim (SSCI), Cuiabá (SBCY), Tangará da Serra (SWTS) e Vilhena (SBVH), o destino final, cumprindo em seguida o traçado inverso, com quatro pernoites na ida (SDPN, SBCG, SBCY e SBVH) e três na volta (SBCY, SBCG e SDPN).
A decolagem dos aviões está prevista para a manhã de 25 de agosto de 2012, sábado, com previsão de retorno a São Paulo no início da tarde de 2 de setembro de 2012, terça-feira. Os integrantes estarão caracterizados no voo com camisa Polo, cor cáqui, rota impressa às costas, encimada pela inscrição “Correio Aéreo Nacional 1931-2012”.
Nas cidades-escalas, o grupo fará palestras para alunos do 1º Grau, sobre a contribuição do CAN no processo de evolução sócio-econômica do país, doará livros sobre o Brigadeiro Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira, e distribuirá camisetas como brinde.
Os pilotos são todos engenheiros e profissionais experientes no voo, com 1.500 horas de voo, em média: José Augusto Morelli (74 anos); Byron Marc Michellepis (69); Heitor Fumis (67); Manoel Canosa Miguez (66); Ernani Benito Seddon (63); Luiz Henrique Ceotto (60); Roberto Ciampolini Júnior (60); e, Nelson Smidth (48). Compõem também o grupo a advogada Natália Gandara Canosa (27) e o jornalista Cosme Degenar Drumond (64).
O projeto é de iniciativa privada, inclusive a responsabilidade de cobertura dos custos de realização. A ideia é documentar o reide aéreo, inclusive com a publicação de um livro sobre a jornada.
Em cada escala, a chegada dos aviões se dará em intervalos de três a cinco minutos.
Atribuições de cada integrante: Degenar (Imprensa e Autoridades); Ceotto (Suporte Técnico); Nelson (Suporte de Mecânica); Manolo (Suporte de Combustível); Ernani (Plano de Voo e Meteorologia); Dra. Natália (Suporte Logístico, tomada de fotos, filmagens e assessoria geral); Morelli (Suporte de Emergência).
Nas palestras e doações, haverá sempre um dos pilotos que atenderá os alunos sobre a atividade da aviação, e também à imprensa local interessada em cobrir o evento.
A previsão de duração da jornada é de nove dias, podendo haver um ou dois de atraso na volta, o que será comunicado com antecedência.
Calendário e trecho selecionado:
25/8 Sábado – Campo de Marte – Bauru – Penápolis (pernoite);
26/8 Domingo – Penápolis – Três Lagoas – Campo Grande (pernoite);
27/8 Segunda-feira – Campo Grande – Coxim – Cuiabá (pernoite);
28/8 Terça-feira – Cuiabá – Tangará da Serra – Vilhena (pernoite final).
30/8 Quinta-feira – Vilhena – Tangará da Serra – Cuiabá (pernoite);
31/8 Sexta-feira – Cuiabá – Coxim – Campo Grande (pernoite);
01/9 Sábado – Campo Grande – Três Lagoas – Penápolis (pernoite);
02/9 Domingo – Penápolis – Bauru – Campo de Marte (final).
Aeronaves envolvidas:
Cessna 170 – Luscombe (duas) – Aeronca – Bravo 700 – Paulistinha – Helicóptero Robinson RB (a confirmar). Todas as aeronaves estão equipadas com equipamentos de rádio-comunicação-navegação.
Fonte: Ascom / Divulgação/Airliners.net


