09/05/2013 14h52 – Atualizado em 09/05/2013 14h52
Por: Hélio Morales
A comunidade internacional vê no Brasil um país susceptível à corrupção e outras mazelas que afetam sobremaneira investimentos, turismo e outras atividades.
Há uma luta árdua de brasileiros de bem que sonham em ver este mal banido do nosso cotidiano.
Noticias de corrupção e desmando viraram rotina no noticiário nacional, é preciso uma união de forças objetivando deixar para as próximas gerações um país sério.
Nossa Constituição Federal de 1988 inseriu em seu texto artigo que não dá monopólio da investigação criminal à polícia judiciária.
Alguns juristas defendem neste caso que o atributo da investigação criminal deve ser da polícia, ao ministério público caberia tão somente acusar, e ao juiz decidir.
Muito bom observarmos este aspecto legal. Afinal vivemos num estado de direito. Se na prática a teoria fosse efetiva, estaríamos aplaudindo. Infelizmente isto não se configura.
A sociedade esta esgotada de tanta exposição da corrupção e impunidade. A nós pouco interessa quem investiga ou acusa, julga ou prende, queremos passar aos nossos filhos um mundo melhor, dar ao mundo uma imagem positiva deste sofrido Brasil.
Aos olhos do povo, em tese leigo no assunto, que sofre diretamente as agruras de tantas patifarias, só resta a esperança de que os delegados civis, federais formem uma grande frente, juntem se ao ministério público, e numa parceria com o poder judiciário diminuam a níveis aceitáveis os altos índices de criminalidade nesta terra.
Os delegados de polícia estão mais aparelhados para investigação, mas sofrem influencia direta do executivo. O ministério público não tem interferência do executivo ou de políticos. Usemos pois as vantagens de cada órgão no combate ao crime. Este não é momento de vaidades.
Ao povo cabe apenas questionar- a quem pode interessar a aprovação desta proposta de emenda constitucional número 37, já aprovada em primeira instância que visa afastar o Ministério Público da investigação criminal?
De direito se configurar tal PEC, estaremos submetendo- nos a uma situação segundo alguns juristas, legal.
De fato apenas a comunidade delinquente ficará feliz.


