A forma como os pais e os filhos se relacionam vem se modificando ao longo dos anos e a inserção dos aparelhos eletrônicos e da internet na vida destas crianças vem se tornando um grande desafio na criação dos pequenos, mas afinal, qual o tempo ideal de exposição a estes materiais? Qual a idade adequada para as crianças terem acesso a estes equipamentos? E ainda, quais os impactos no desenvolvimento destas crianças?
A sociedade Brasileira de Pediatria alerta sobre a exposição exagerada de crianças às telas, devido à importância da exploração dos cinco sentidos no desenvolvimento humano, além disso, também se sabe que determinados tipos de iluminação podem trazer problemas oftalmológicos.
A tecnologia está inserida na sociedade e acompanhar o uso das telas exige dos pais e professores uma postura desafiadora, principalmente com o advento da pandemia, que expos ainda mais as crianças e adolescentes às telas e se tornou o seu principal ponto de contato com o mundo, seja para a educação ou para a socialização e diversão.
O psicólogo André Tokuda concedeu entrevista à equipe da Caçula FM e ponderou que a chave para um bom aproveitamento das tecnologias é o equilíbrio e que os hábitos dos pais é o espelho para o comportamento dos filhos, seja no uso das telas, hábitos de alimentação ou interação com o mundo.
O profissional reforça ainda que os pais devem ter cuidados, estabelecer regras, acompanhar ou limitar o acesso a determinados conteúdos e principalmente averiguar o teor das conversas que as crianças e adolescentes estão tendo e com quem estão se relacionando.
Tokuda disse que assim como os pais se preocupam com quem as crianças estão brincando nas ruas, eles devem se atentar com que os pequenos estão se relacionando na rede, pois mesmo em um site voltado para o publico infantil podem tem pessoas mal-intencionadas que vão ter conversas inadequadas com seus filhos. O profissional ainda faz um alerta sobre a exposição a sites de conteúdo adulto, páginas voltadas ao estimulo da automutilação ou até redes sociais que expõem as crianças e adolescentes a imagens de corpos idealizados e alguns desenvolvem quadros de depressão.
Em relação ao limite de acesso, Tokuda pontuou que a orientação é:
0 – 2 anos – não é recomendado exposição à tecnologia;
2 – 6 anos – Acesso a no máximo 1 hora diária;
2 – 10 – Acesso a no máximo 2 horas diária;
10 – 18 – Acesso a no máximo 3 horas diária.
O fato é que os smartphones, computadores, videogames, TV a cabo já fazem parte da vida das nossas crianças e necessário procurar as melhores estratégias para que as telas desses aparelhos apresentem conteúdos relevantes para o desenvolvimento dos pequenos.


