“Homens que vêem a mulher como objeto, a querem submissa”, diz Luciana Rabelo, Promotora de Justiça
04/04/2019 08h49
Redação G1-MS
A promotora Luciana Rabelo, titular da 72° Promotoria de Justiça e coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica, afirma que o perfil dos assassinos é o mesmo:
“As causas desse aumento de feminicídios estão ligadas à cultura machista, ao patriarcado, homens que vêem a mulher como objeto, a querem submissa e não a reconhecem como um ser humano com os mesmos direitos”.
Para combater os índices alarmantes, Rabelo explica que as promotorias de violência doméstica fazem trabalho preventivo para o enfrentamento aos delitos relacionados com violência de gênero, entre eles o feminicídio.
Além disso, a celeridade nos julgamentos também visa coibir esse tipo de crime: “Nos casos julgados de feminicídio consumados, os autores foram condenados. Apenas um delito cometido em 2015 ainda está pendente de julgamento, os demais foram todos julgados, e delitos de 2106, 2017 e até mesmo de 2018 também já foram julgados”.
Na última sexta-feira, um dos casos de maior repercussão em Mato Grosso do Sul, o assassinato da musicista Mayara Amaral teve seu desfecho com a condenação do acusado, Luis Roberto Pereira. O crime aconteceu em julho de 2017. O assassino foi condenado em júri popular por feminicídio e, com as qualificadoras, sua pena é de 27 anos e 2 meses de prisão.
SAIBA MAIS:
Quem são as 12 mulheres assassinadas por seus companheiros em 2019
A média é de uma mulher morta a cada 8 dias no estado. Promotora da vara da Mulher diz que a causa para este alto número é a cultura machista: “Vêem a mulher como objeto”.
Clique aqui para saber detalhes dos 12 assassinatos.




