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Garoto de 14 anos mata irmã um ano mais velha com tiro em ‘brincadeira’

09/06/2017 12h35

Polícia investiga origem do revólver

Por: Midia Max

Uma adolescente de 15 anos morreu na tarde desta quinta-feira (8) depois de ser atingida por um tiro acidental, disparado pelo irmão de 14 anos, em Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros de Campo Grande. A menina foi atingida no rosto, chegou a ser transferida para o Hospital da Vida em Dourados, mas não resistiu.

O caso aconteceu na manhã de terça-feira (6), durante uma brincadeira entre a vítima e os irmãos de 14 e 12 anos. No dia, as três crianças e o caçula da família teriam voltado mais cedo da escola e aproveitaram a ausência dos pais para brincar com a arma, que segundo o menino mais velho, foi encontrada no quintal da residência.

Para o delegado responsável pelo caso, Fabrício Dias dos Santos, o garoto explicou que durante a noite ouviu um barulho vindo do quintal, como o de um objeto caindo no chão. No outro dia, ele foi até o local e encontrou o revólver calibre 38, enrolado em um pano.

Na volta da escola, ele e os dois irmãos mais velho começaram a brincar de apontar a arma e apertar o gatilho. Para a polícia, ele contou que quando pegou o revólver pela segunda vez, o disparo aconteceu. O menino foi jogado no chão com o impacto do disparo e quando se levantou viu a irmã ferida.

“Ele estava muito abalado, falou que não fez mira e da maneira como ele contou ficou comprovado que o disparo realmente foi acidental”, lembrou o delegado. O pai das quatro crianças estava perto de casa, vendendo mandiocas, e quando ouviu o barulho do tiro, correu para casa pensando ser uma panela de pressão que tinha explodido.

A menina então foi socorrida para o hospital municipal e de lá para Dourados, a 226 quilômetros de Campo Grande. Conforme apurado pela reportagem, a vítima saiu da cidade já com morte cerebral, mas permaneceu internada até está quinta-feira, quando a morte foi constatada.

A Polícia Civil investiga agora a origem da arma. O delegado Fabrício quer saber de quem realmente era o revólver, e como ele foi parar no quintal da família. Em depoimento, o pai dos meninos negou que a arma fosse dele. “Queremos saber a verdadeira origem do revólver, se pertencia ao pai, ou ao próprio adolescente”, explicou.

Diante de mais um caso de disparo acidental, o delegado reforça os cuidados que aqueles que possuem registro e porte de arma dever ter ao guardar o armamento. “Sempre fica o alerta. É preciso prestar muita atenção quando se ter armas em casa. Muitas vezes, para evitar casos assim, que cumprimos mandados de busca e apreensão”.

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