13/02/2017 – Atualizado em 13/02/2017
Por: Dourados News
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, alegou que não há nenhuma razão que leve a acontecer uma paralisação da Polícia Militar, como vem acontecendo no Rio de Janeiro e que teve maiores consequências no Espírito Santo. A afirmação foi dada pelo secretário ao Dourados News na manhã de hoje (13), após reunião com vereadores e representantes da polícia de Dourados na Câmara.
“Não existe, no meu entender, nenhuma razão para que isso ocorra no Mato Grosso do Sul, que é um dos seis estados da federação, que paga o salário dos seus servidores em dia, que tem realizado cursos de formação e promovido como nunca se promoveu. Então o governo do estado, mesmo em um cenário de crise tem procurado cuidar bem das suas polícias, mesmo não sendo tudo aquilo que eles mereçam, mas diante do cenário atual, posso dizer que Mato Grosso do Sul cuida bem das suas estruturas policiais e talvez seja o único estado da federação brasileira, que neste momento realiza investimento na segurança pública em armamento, munições, coletes e viatura.Então não vejo nenhuma razão motivadora para paralisação no nosso estado”, disse Barbosinha ao Dourados News.
O questionamento é sobre os fatos recentes de familiares de policiais militares do Espirito Santo, que há mais de uma semana estão na frente dos batalhões impedindo que os policiais saiam para os trabalhos, como forma de protestar por melhores salários e condições de trabalhos.
Com isso o local virou um cenário de guerra, com mais de 100 homicídios realizados, saques as lojas e supermercados o que fez a população ficar trancada dentro das casas.
Um acordo entre o governo e os policiais foi realizado referente as reivindicações das mulheres, com isso eles deveriam retornar aos trabalhos, mas poucos acataram. Diante do caos a força nacional e o Exército vem atuando na cidade, para garantir a segurança da população.
Questionado se no estado pode ocorrer rebeliões, como as que vem acontecendo em várias regiões do país desde o início do ano, do qual teve vários internos mortos brutalmente, o secretário contou que infelizmente nenhum estado pode se dizer estar imune a problemas ainda mais com o que ele classificou de ‘inchaço’ nos presídios, referente a superlotações.
“Nenhum estado da federação em sã consciência pode dizer que está livre ou imune a problemas, nós temos um quadro relativamente tranquilo no Mato Grosso do Sul, mas ninguém pode afirmar que não possa ocorrer, um problema, uma circunstância, temos uma superlotação no nosso sistema prisional e estamos trabalhando para melhorar isso, mas não se atinge resultado a curto prazo. Então isso é um processo de médio a longo prazo. Nós temos presídios em construção, obras bem adiantadas, temos recursos para iniciar a construção, nós precisamos abrir novas vagas. Penso que esta questão do sistema prisional, ela só vai se resolver com investimento pesado, o Brasil precisa suportar isso, o preço que se paga em viver em um estado democrático de direito, são custo compartilhado com toda a sociedade. Agora cuidar do sistema prisional é vital, agora se você pensa na pena como um caráter recuperar e ressocializador não pode ser nesse modelo atual, que transforma isso em um mero discurso, então a gente precisa de aprimorar isso, mas nós temos toda as nossas estruturar trabalhando nisso, os agentes penitenciários as polícias, bombeiros todos integrados e a Guarda Municipal também”, completou.
Já sobre a construção de presídios no estado, inclusive com a possibilidade de novas unidades em Dourados, do qual vem trazendo muito discussão e até troca de farpas, entre Barbosinha e a prefeita Délia Razuk, por ela se opor contra a construção, ele disse apenas que será discutido, já que se perguntar nenhum administrador irá querer um ou outro sistema prisional no município.
“Na verdade Dourados precisa. Aqui nós temos necessidades de ampliação do sistema, nós temos um inchaço no sistema, mas temos em outras regiões do estado também. Mas estamos discutindo isso, o ideal é que, presídio ninguém quer, se eu sair consultando qualquer município do estado e perguntar se a pessoa quer um presídio, ninguém quer. Ele também é um custo um ônus que a sociedade paga por viver em um estado que nós vivemos, que é tem que prender, prendendo tem que custodiar esse preso no sistema prisional, se não for me Dourados vai ocorrer em outra localidade, então toda localidade que eu levar presídio vamos ter essa discussão. Agora se não quisermos fazer nada agora, no futuro inexoravelmente vamos ter que enfrentar esse problema, Dourados cresce e junto com o crescimento da cidade cresce os problemas”, disse.
Encontro
De acordo o secretário, o encontro é visto como uma visita do qual ele foi convidado pelos legisladores, para uma troca de informação que ele classificou muito importante, tanto para ele passar o quadro da segurança pública nacional, estado e no município.
“Uma visita ao legislativo douradense a nossa presidente Daniela Hall, aos nossos vereadores aqui reunidos falando sobre segurança pública. É acho que uma reunião muito importante, onde eu tive a oportunidade de discorrer sobre o quadro da segurança pública nacional, no estado e em Dourados, os investimentos que nós estamos realizando, as carências que nós temos. Eu acho que é importante que o legislativo municipal estar atento a essas situações, e daquilo que o legislativo pode contribuir também para que a segurança pública possa ser aprimorada”, comentou Barbosinha.
Já a vereadora e também presidente da Câmara Municipal, Daniela Hall, o encontro faz parte de um trabalho que vem sendo realizado pelos legisladores em se aproximar dos deputados do estado, apesar de Barbosinha estar afastado da função, para assumir a secretária de segurança ela disse que é importante se discutir segurança pública.
“Esse é um trabalho que nós estamos fazendo, desde o início do nosso mandado que é de aproximar todos os parlamentares os deputados estaduais, federais e senadores junto a Câmara de Vereadores. Para abrir espaço para que eles venham até aqui, falar um pouco do seu trabalho e que todos eles nos têm colocado à disposição dos vereadores, para nós possamos ter esse acesso direto, para que dentro de emendas, projetos venha melhorar a vida da nossa população”, comentou a vereadora.



