13/02/2017 – Atualizado em 13/02/2017
Empresários eram obrigados a pagar propina pelo perdão de dívida
Por: Gil Nei Silva da redação
Nesta segunda-feira (13), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, está na região do Bolsão para averiguar indícios de crimes, como corrupção, concussão e falsidade ideológica em Cassilândia, Paranaíba, Chapadão do Sul e Aparecida do Taboado a ordem foi deferida pelo juiz da Vara Criminal de Paranaíba.
A ação realiza buscas e apreensões em diversos locais nessas cidades objetivando investigar suposto envolvimento de auditores fiscais do Estado na cobrança de propina, favorecimentos ilícitos e dispensas de dívidas a empresários endividados junto ao fisco.
Quatro mandados de prisão temporárias, 16 de busca e apreensão, além de 6 conduções coercitivas foram cumpridos nas Agenfas e Secretaria de Estado da Receita nesses municípios para apurar os crimes.
Conforme destacou o Ministério Público, os auditores, sabendo de cada situação, aproveitavam para exigir propina usando funcionários das empresas. Os valores eram repassados aos servidores públicos ilicitamente, como pagamento pelo perdão de dívidas junto ao órgão do governo.
32 policiais militares participam da operação, acompanhados de promotores de justiça



