29/11/2016 – Atualizado em 29/11/2016
Em entrevista Martinho diz que ficou surpreso ao ver parlamentares votando a favor do arquivamento da cassação
Ainda sem entender direito o que ocorreu o vereador agora buscará respostas no Ministério Público Estadual
Por: Rayani Santa Cruz
O Vereador Jorge Martinho-PSD, esteve nos estúdios da Rádio Caçula, e disse em entrevista no programa “Linha Direta com a Notícia” que a sessão da Câmara Municipal de Três Lagoas, que ocorreria nesta terça-feira (29), foi transferida para a próxima semana no dia 05 de Dezembro.
Ele afirmou também que o aumento salarial dos vereadores não entrou na pauta e essa apreciação não seria na data de hoje, mesmo se houvesse o pleno funcionamento dos serviços.
O parlamentar se posicionou contra o tal aumento e afirmou que o controle dos gastos é fundamental para 2017 em todo o país, e diante disso, seria incoerente aumentar os subsídios dos servidores que virão na próxima gestão.
Questionado sobre o regimento da Câmara ele explicou que o de acordo com a legislação, o projeto de lei que aumenta o salário teria que ser votado seis meses antes da eleição de 2016, pois os juristas entendem que esse percentual teria que ser definido com antecedência. O Vereador salientou que na visão dos juristas, caso os parlamentares reeleitos votassem a favor do aumento do subsídio os juristas podem entender que a ação seja contra a legislação, pois ficaria exposto que tal votação seria praticamente em benefício próprio do parlamentar.
Alexandre Morete, líder do Movimento “Vem pra rua Três Lagoas” disse por telefone que está em Brasília onde participará de uma grande manifestação nacional e que os integrantes do grupo continuam a se movimentar em desfavor de quaisquer “manobras políticas” que possam ser realizadas.
Sobre a cassação do mandato de Márcia Moura
Em relação ao processo de cassação da Prefeita Márcia Moura, Jorge Martinho disse que o serviço foi contratado para levantamento do acervo científico existente na biblioteca municipal.
O Vereador reafirmou que a contagem do acervo é feita diariamente pelos funcionários do local, e no momento em que foi publicado no diário oficial a contratação da empresa campo-grandense no valor de R$45 mil reais para contagem dos livros o parlamentar estranhou e iniciou as investigações.
Martinho diz que pegou toda a documentação licitatória, emails e demais documentos e posteriormente apresentou a Casa de Leis, na época a denúncia foi acatada por unanimidade e abriu-se a Comissão Processante.
Após os intensos trabalhos, o vereador diz que se surpreendeu que no relatório de defesa da Prefeita Márcia Moura e que esse foi estranhamente arquivado pelos demais parlamentares.
O parlamentar ainda cita que a gestora não foi ouvida e simplesmente apresentou um documento relatando os serviços prestados pela empresa contratada. Na documentação foi prescrito que houve um serviço de “valoração cientifica do acervo”, diferentemente do realizado pelos servidores.
O grande questionamento do vereador Jorge Martinho, foi a falta da presença da prefeita, falta de reuniões da Comissão Processante, falta das oitivas e até mesmo a falta da divulgação do processo na imprensa e no plenário da Câmara Municipal.
Outro detalhe citado pelo parlamentar é o fato da defesa apresentar como fator um serviço que não foi questionado como da “valoração” e não da “contagem” do acervo como citado na documentação de acusação.
O Ministério Público já recebeu a documentação referente ao processo, e o parlamentar afirmou que não quer ter dúvidas em relação ao arquivamento do tal. Ele diz que são inúmeros fatos duvidosos da atual administração que são extremamente cobrados por ele, que mesmo deixando o cargo diz que cobrará atentamente até que Três Lagoas,seja passada a “limpo”. “Nós devemos começar pela nossa cidade, e assim atingiremos o Brasil” concluiu Jorge Martinho.



