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Sete advogados são presos em operação desencadeada pelo MP

22/11/2016 – Atualizado em 22/11/2016

Sete advogados são presos em operação desencadeada pelo MP de São Paulo

Por: Paparazzi News

Sete advogados foram presos, na manhã desta terça-feira (22), na região de Araçatuba, durante operação desencadeada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil. Eles são suspeitos de movimentar dinheiro do crime organizado da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e indicar agentes penitenciários para morrer.

A operação, batizada como “Ethos”, acontece simultaneamente em 20 municípios do Estado de SP. Dos presos na região, quatro são homens e três mulheres, sendo de Birigui (4), Cafelândia (1), Lins (1) e Mirandópolis (1).

O promotor Marcelo Sorrentino Neira, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão do Crime Organizado), junto com investigadores do GOE (Grupo de Operações Especiais) e delegados da Polícia Civil, cumpriram os mandados.

Os advogados terão a prisão temporária de cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Todos foram levados a Delegacia Seccional de Araçatuba, onde foram ouvidos e seriam encaminhados para Presidente Venceslau. Documentos e processos foram apreendidos e serão periciados.

COTIA

Dentre os presos na operação está o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Luiz Carlos dos Santos. Ele foi detido em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. Santos é suspeito de receber R$ 4,5 mil por mês da organização criminosa. Promotores e policiais fizeram buscas na sede do conselho, na capital. Houve prisões na região de Presidente Prudente, onde estão os presídios de segurança máxima que abrigam integrantes da cúpula do PCC.

As investigações começaram em Presidente Prudente (a 173 quilômetros de Araçatuba) após informações reveladas em uma carta interceptada por agentes de uma das penitenciárias de segurança máxima de Presidente Venceslau, em 11 de maio do ano passado.

GRAVATAS’

Conforme as investigações da Polícia Civil, os envolvidos tinham uma célula denominada “sintonia dos gravatas”, nome dado ao departamento jurídico da facção, criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente aos líderes da “sintonia final geral” ou “conselho deliberativo”, que são os chefes da organização ilícita.

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