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quinta-feira, 9 de julho, 2026

Violência contra Caco Barcellos provoca apreensão na Globo

18/11/2016 – Atualizado em 18/11/2016

O apresentador do Profissão Repórter foi atingido na cabeça e nas costas por garrafas de água e cones de trânsito

Por: Marcio Ribeiro com Correio do Estado

Premiado e respeitado no meio jornalístico, Caco Barcellos, 66 anos, sentiu na pele a fúria popular contra a Globo.

O apresentador do Profissão Repórter foi atingido na cabeça e nas costas por garrafas de água e cones de trânsito ao tentar cobrir uma manifestação de servidores estaduais no centro do Rio, na tarde de quarta-feira (16).

“Globo golpista” e “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” gritavam as dezenas de pessoas que o hostilizavam. Muitos deles registrando a cena com o celular.

A revolta contra o jornalista se tornou tão perigosa que ele e os policiais que tentavam escoltá-lo precisaram correr do grupo e buscar refúgio num prédio.

Foi o episódio de violência mais grave contra um profissional do Grupo Globo desde que o repórter Pedro Vedova – hoje correspondente em Berlim -, foi atingido por uma bala de borracha na testa durante protesto contra a classe política em junho de 2013, também na região central do Rio.

Naquela mesma época, Caco se viu abordado durante ato do Movimento Passe Livre no Largo da Batata, em São Paulo.

Sob vaias e xingamentos, ele deixou o local conduzido por manifestantes menos exaltados e se mostrou indignado: “Só fui impedido de trabalhar na época da ditadura”.

Apesar de praticar um jornalismo considerado ético e isento no Profissão Repórter, inclusive com amplo espaço para pautas sociais, Caco Barcellos não é distinguido pela maioria dos que se assumem anti-Globo – e paga um preço alto por estar mais exposto ao público.

Um repórter da emissora ouvido pelo blog relatou o clima tenso entre as equipes que trabalham diariamente na rua: “Estamos virando troféu de caça. Todos estão com medo”.

Em grandes eventos políticos, jornalistas da Globo e GloboNews às vezes surgem no vídeo usando microfone sem canopla com a logomarca das emissoras.

Trata-se de uma camuflagem para evitar os manifestantes radicais. Quando se prevê maior risco, seguranças à paisana acompanham as equipes.

Vários profissionais do grupo foram alvo de ataques verbais e ameaças de agressão física. Repórteres como Vandrey Pereira, Paulo Renato Soares e Bette Lucchese viveram episódios do gênero ao tentar gravar matérias externas.

O veterano jornalista já havia sido alvo de hostilidade em 2013 - Foto: Reprodução/@profissaoreporter

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