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quarta-feira, 11 de fevereiro, 2026

Comissão de Meio Ambiente considera rodeio uma atividade de cultura popular

14/10/2016 – Atualizado em 14/10/2016

Por: Por Débora Spitzcovsky. Em Animais.(http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/)

Existem diversas incoerências no título desse post, mas é isso mesmo: a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados – aquela que, na teoria, deveria garantir os direitos dos animais, entre outras funções – aprovou Projeto de Lei que considera os rodeios uma atividade de cultura popular e, portanto, autoriza definitivamente sua realização em todo o país.

De autoria do deputado Giovani Cherini, o PL 213/2015 recebeu apenas dois votos contra. O que significa que todos os outros deputados são a favor de manter a prática no Brasil – um outro PL, também em tramitação no Congresso Nacional, queria proibi-la de uma vez por todas no país.

Segundo os deputados que votaram a favor, o rodeio é o único “evento social” de muitas cidades do interior do Brasil, além de ser considerado uma tradição em muitas regiões, sendo “injusto” com a população bani-lo. E mais: de acordo com o governo, a atividade assegura o desenvolvimento local, ao gerar 200 mil empregos por ano.

Para não ficar tão mal na fita, antes de aprovar o PL, eles acrescentaram algumas normas que, teoricamente, garantirão o bem-estar dos animais. Entre elas, a presença obrigatória de profissionais veterinários nesses eventos e a garantia de transporte adequado para os bichos.

Para aqueles que defendem os direitos dos animais, claro, é muito pouco. Os bichos não estão no mundo a serviço dos homens e usá-los como instrumento de diversão não pode ser considerado nada menos do que absurdo. Nem em nome da cultura! Na própria Espanha, onde as touradas são bastante tradicionais, já pipocam alternativas. (Leia também: Sem maus tratos! Espanha troca touros por bolas em corrida tradicional)

O que consola é que, para virar lei, o PL ainda tem um longo caminho a percorrer. Ele precisa ser aprovado por mais duas comissões, ser votado na Câmara dos Deputados e no Senado e, depois, ser sancionado pelo presidente. Quem sabe até lá nossos representantes políticos não entendam que diversão e sofrimento não combinam nem um pouco?! Vamos torcer!

Por Débora Spitzcovsky.Em Animais.

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